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Psicoterapia de Casal

Psicoterapia de Casal

A Terapia de Casal é um convite para proporcionar riqueza de vivências, transformações e capacidade de viver a vida na sua plenitude, em um processo de aprender, reaprender sobre nós mesmos e sobre o outro.

Ajuda o casal a encontrar o melhor caminho para seu relacionamento e também pode funcionar preventivamente, evitando adoecimento psíquico e físico, resultando em um processo de somatização.

As crises, os conflitos, a união desgastada, as magoas, desconsiderações, diferenças e as expectativas idealizadas e irreais em relação ao outro e ao casamento, podem ser repensadas, elaboradas e trabalhadas em conjunto e juntos escolher, construir um relacionamento mais real e leve sempre objetivando o crescimento do casal. E caso isso não seja possível, que possam dizer adeus, cheios de gratidão, pela oportunidade da vivência a dois.


Psiconeuroimunologia

Psiconeuroimunologia




ESTRÉS, ALERGIAS E INFECCIONES

Jorge Santiago

 

El aumento del cortisol y las catecolaminas durante el estrés crónico tienen un efecto dual sobre la inmunidad en relación a la inmunosupresión y las alergias.

 

ESTRÉS E INMUNODEPRESIÓN:

 

Aumento del cortisol y las catecolaminas llevan a inhibición Th1, Th17, IL-2, IFN-?, IL-17.

Las células Th1, pero no las Th2 poseen receptores beta2 adrenérgicos (Sanders, Elenkov) y son inhibidas por las catecolaminas. Un efecto similar se produce por la acción del cortisol en los niveles fisiológicos alcanzados durante el estrés crónico.

La consecuencia es inmunodepresión y predisposición a infecciones.

 

ESTRÉS Y ALERGIAS:

 

Incremento de la respuesta Th2 por supresión adrenérgica de las citoquinas Th1, con aumento de IL-4, IL-5, IL-13 que exacerban la inflamación alérgica por incremento de la IgE y de la degranulación del mastocito.


MATERIAL EDUCATIVO



                              REVISTAS ESPECIALIZADAS


A Psiconeuroimunologia é uma ciência que vem se dedicando a estudos e pesquisas sobre a correlação entre os sistemas nervoso, endócrino, imunológico e psíquico.

Em 1981, o Dr. RobertAder (USA) apresentou em uma conferência seu experimento com ratos, água açucarada e uma droga supressora do sistema imune, mostrando que o sistema imunológico poderia ser condicionado.

Após dez anos na Universidade de Rochester (USA), os doutores David L. Felton, neurobiólogo e anatomista, e Nicholas Cohem, microbiólogo e imunologista, juntamente com o Dr. Ader, com base nessas pesquisas, foram formando o arcabouço, o esqueleto de sustentação e consolidaram o surgimento desta nova ciência (1991).

A Psiconeuroinunologia constitui-se na nova tendência da ciência atual, quando busca a integração entre a Medicina, as Ciências Sociais, Filosóficas e as Ciências Pós-modernas, como Ciclos Neurais, Medicina Ultra e Ortomolecular e a Psiconeuroimunologia aplicada. Trata-se de um modelo que se encontra em constante revisão, com a admissão permanente de novas áreas do conhecimento. A esta forma dinâmica de pesquisa dá-se o nome de “Paradigma Interciências ou Paradigma da Integração”.

O que se cogita no meio científico é que as descobertas que estão ocorrendo e as que certamente virão, no campo da neurociência, devem revolucionar o conceito atual do que é enfermidade.

Sabe-se, por exemplo, que todas as condições psicossociais a que o homem moderno está submetido no seu cotidiano vão reverberar em todos os ângulos desta nova disciplina. Muitas doenças já passam a ser o resultado do colapso das defesas da personalidade. A visão da enfermidade já é de um processo que alcança toda a natureza viva, podendo-se falar da metafisica da enfermidade.

Depreende-se, então, que o conceito de Psiconeuroimunologia só pode se desenvolver dentro de uma compreensão do homem total, metido ao estresse, angústias, ansiedades, medos, desesperança e falta de fé, irá constituir-se no homem adoecido, enfermo. Esta nova forma de visão do homem se distancia da concepção cartesiana do homem fragmentário e leva a um repensar sobre o adoecer humano e sobre toda uma nova maneira de escuta psicoterapêutica.

As doenças manifestam-se durante os períodos de crises existenciais, solidão, isolamento, alienação e outros sentimentos mentos que diminuem a vigilância imunológica. O esforço orgânico diuturno para conseguir-se o equilíbrio é ultrapassado pelo acréscimo de nocividade. Considera-se que o homem atual sofre de imunodeficiência, é alérgico ao seu próprio sistema de vida.

A violência e a desumanização, desencadeadoras de eventos psiconeuroendocrinoimunológicos, não podem mais passar despercebidas pelos profissionais de saúde. É preciso surgir uma nova mentalidade, um novo modelo de saúde em que se mesclem os diversos aspectos para a compreensão, o diagnóstico e o tratamento desse novo homem que se apresenta tão vulnerável, debilitado e infeliz.

Na minha prática clínica, tenho observado a necessidade de um modelo transdisciplinar para o atendimento integral dos pacientes, procurando passar-lhes os conhecimentos de como todos esses sistemas se correlacionam, através de moléculas mensageiras, que transportam informações de uma parte do corpo para outra, definidas pela Dra. Candace Pert como "moléculas da emoção".

Os resultados obtidos com meus pacientes estimulam-me e motivam a pesquisar, estudar e expandir essa nova disciplina. É gratificante e estimulante ver pacientes desesperançados terem sua esperança devolvida, sua autoestima resgatada, seus medos transformados em fé e, principalmente, terem devolvida ou resgatada sua capacidade de sonhar.

Com este novo paradigma, acredito que muito em breve a Psiconeuroimunologia fará parte da Medicina e da Psicologia preventivas. Aprecio a sabedoria e a propriedade do Dr. C. G. Jung quando afirma que "há coisas que ainda não são verdadeiras, que talvez não tenham o direito de ser verdadeiras, mas que o poderão ser amanhã”.


Teresa Cristina Maia Motta - CRP/DF 1ª/7635

Artigo publicado na Revista Ponto Cirúrgico - Saúde e Estética - Ano I, nº 3, - Edição: novembro/dezembro 2003

 

18th Annual Psychoneuroimmunology Research Society Meeting, Poster Session (2011, June) Chicago, IL.

Fibromyalgia: The Learning of an Illness and its PNIE Correlates

(Traduccion)

Fibromialgia: El Aprendizaje de una Enfermedad y su Correlación con la Psiconeuroinmunoendocrinologia

Dr. Mario E. Martinez

Teoría Biocognitiva

De acuerdo con la teoría biocognitiva, las cogniciones, las emociones y sus correlaciones biológicas interactúan dentro de un contexto cultural influyente. Propongo que, en conjunción con la genética y los factores ambientales, las enfermedades poseen una función inicialmente adaptativa de preservación. Si existe acceso a periodos de recuperación, su efecto de preservación generalmente anula los daños biológicos que puedan causar esa conducta compensatoria[1]  La enfermedad comienza cuando esa función inicialmente adaptativa, pierde su relevancia de contexto (i.e. preservación) y se convierte en una conducta de consentimiento pasivo.  Es decir, la función inicial de preservación se logra a través de una capitulación adaptiva cuando no existen recursos para superar un reto, pero si hay recursos disponibles, y no se incorporan, el proceso adaptativo pierde su función y lo reemplaza el consentimiento pasivo: capitulación por falta de recursos, es funcional - consentimiento sin acceder a recursos disponibles, es disfuncional.  La capitulación adaptiva es una conducta de preservación sin recursos, mientras que el consentimiento pasivo es una conducta que ignora o evade recursos.

El lenguaje implícito de la enfermedad se aprende con coautores que contribuyen a las condiciones contextuales iniciales. Cuando los coautores facilitan el acceso a recursos, enseñan a disminuir las condiciones de capitulación pasiva. Pero si los coautores impiden o retardan el acceso a recursos, se aprende una conducta de indefensión que opera con en un consentimiento pasivo ciego a la asertividad. Las investigaciones de la psiconeuroinmunoendocrinologia (PNIE) han demostrado consistentemente que la falta de asertividad disminuye las defensas del sistema inmune (Ader, R. [Ed.], 2007).

Causalidad en la Teoría Biocognitiva

Las causalidades ascendentes y descendentes son necesarias pero no suficientes para abarcar la complejidad del comportamiento humano. La causalidad coemergente contextual se introduce en la teoría biocognitiva para postular que los procesos psico-bio-culturales (biocognitivos), en lugar de emerger independientes de covariantes y contextos culturales, coemergen dentro de un campo de bioinformacion[2]. La causalidad coemergente contextual se enmarca en una coautoría bidireccional influenciada por el contexto cultural. En la biocognicion, la “cultura” se define como las reglas de inclusión, exclusión y lenguaje que identifican a un grupo. Esas reglas operativas funcionan desde las culturas celulares (ej. identidad de leucocitos)[3] hasta las culturas humanas (ej. identidad de nacionalidad).  

La Confusión de Causa y Efecto

Los patógenos y la desregulación psiconeuroinmunoendocrinológica son efectos, más que causas de la enfermedad. La confusión de causa y efecto se perpetúa por el modelo de causalidad ascendente de las ciencias biológicas que atribuyen la patología a condiciones emergentes (ej. cáncer causado por células cancerosas). El modelo de coemergencia contextual atribuye sin embargo la patología a la coautoría entre patógenos, desregulación biológica, y el estado de indefensión crónica del campo de bioinformación (ej. cáncer causado por la coautoría entre células precancerosas y un debilitamiento del sistema inmune). El campo bioinformacional engloba la coautoría de procesos psiconeuroinmunoendocrinológicos dentro de la influencia de un contexto cultural.

Como los Símbolos se Convierten en Biología

Símbolos (palabras, imágenes, conceptos) y sus implicancias biológicas se aprenden de forma inseparable en clústeres influenciados por la cultura (biocognición). La fortaleza de sus asociaciones es modelada por autoridades contextuales (editores culturales). El poder de las autoridades en contextos culturales (ej. médicos en hospitales, cleros en iglesias, maestros en escuelas, padres en hogares etc.) afectan la biocognicion (mente-cuerpo-cultura) de sus públicos.

La contribución de los efectos determinados por los editores culturales se ve incrementada por el grado de control, autoridad, y credibilidad atribuida a ellos por el contexto cultural. Esos efectos pueden, a nivel psiconeuroinmunoendocrinológico, empoderar o determinar un estado de indefensión. La desaprobación, los halagos, las creencias, los premios y los castigos, emitidos por los editores culturales, igual que los eventos ambientales significativos, se vivencian y se archivan en clústeres de interpretaciones cognitivas, afectivas, sensoriales y neuroinmunoendocrinológicas. Es decir, se desarrolla una biosemántica cultural que, ademas de contener significados lingüísticos, incluye las respuestas que “aprendieron” a asociar con los símbolos, los sistemas inmune, nervioso y endocrinológico. Cuando el símbolo logra un nivel de aprendizaje mente-cuerpo-cultura, se convierte en una entidad biosimbolica donde los procesos cognitivos, afectivos, neurológicos, inmunológicos y endocrinológicos, coemergen en clústeres biocognitivos[4] moldeados por su historia cultural. Por ejemplo, un niño aprende de su madre (editora cultural) la advertencia: “mojarse en la lluvia causa resfriados”. El símbolo “lluvia” se aprende como causa de enfermedad con una asociación nociva que puede gatillar hormonas de estrés (ej. cortisol etc.). La reacción estresante suprime al sistema inmune y permite acceso a patógenos oportunistas cuando el niño se moja en la lluvia; se cumple una profecía a través de una reacción biosimbolica cultural (Martinez, M. E., 2009).

El Camino de Aprendizaje Hacia la Enfermedad.

El comportamiento de capitulación adaptiva (ej. un niño forzado a reprimir su ira frente a un padre abusivo) es culturalmente aprendido en clústeres psiconeuroinmunoendocrinológicos (i.e. biocognitivos). Cuando esa conducta de indefensión deja de ser adaptativa (ej. un adulto que reprime su acción defensiva frente a otro adulto abusivo), todos los componentes del clúster biocognitivo son adversamente afectados porque pierden su función inicial de preservación.

El consentimiento pasivo que se aprende determina la indefensión del campo bioinformacional (ej. una condición en la que no se accede a los recursos disponibles para superar un reto). Ese correspondiente estado crónico de indefensión, puede gatillar una predisposición genética y una desregulación psiconeuroinmunoendocrinológica que eventualmente alcancen una masa crítica que termina traduciéndose en una enfermedad.

Síndrome de Fibromialgia (SFM)

El síndrome de fibromialgia (SFM) es un trastorno en el que predomina la presencia de dolor difuso y fatiga sin clara etiología. Más de 9 millones de americanos adultos padecen esta afección predominando en las mujeres. El dolor se presenta como el síntoma cardinal, centrándose en músculos, tendones, ligamentos, bolsas serosas y articulaciones. El dolor es descrito usualmente como continuo e irradiado, urente y extendido a varias áreas del cuerpo. También pueden presentarse fatiga, letargo, depresión, alteraciones del sueño, trastornos intestinales y alteraciones cognitivas.

Además de una predisposición genética y la influencia de factores ambientales, la fibromialgia, así como otras enfermedades adquiridas, puede conceptualizarse como un proceso de aprendizaje que tuvo una función inicial adaptativa. Pero al generalizar esa conducta de capitulación pasiva a contextos donde no es necesaria porque existen recursos, el efecto de preservación se convierte en indefensión.    

El Aprendizaje de la Fibromialgia

Existe una alta incidencia de traumas emocionales y físicos en los pacientes con fibromialgia. La fibromialgia se presenta en comorbilidad con dolor crónico, trastornos del sueño, estrés pos traumático, “síndrome de respuesta a la enfermedad”, síndrome de fatiga crónica, y depresión. La función adaptativa inicial de la fibromialgia incluye: hipervigilancia, falta de asertividad, y represión de comportamiento defensivo, frente a contextos agresivos sin recursos (Hesse-Husain, J., 2006).

El Aprendizaje de la Fibromialgia y su Correlación con la PNIE

(Hipervigilancia aprendida) Función inicial adaptativa: adoptar un sueño ligero; mantener un estado de hiperalarma; suprimir la ira, el dolor, y la conducta defensiva en contextos amenazantes.

(Efectos PNIE)   Deprivación del sueño delta, hiperactividad del sistema nervioso central, híper-reactividad del eje HHA.

(Consecuencias PNIE de la cronicidad) Reducción de los niveles de serotonina y hormona de crecimiento humana (HGH), reducción del cortisol, incremento de norepinefrina, incremento de citoquinas proinflamatorias  interleuquinas 1 y 2 (IL1 e IL2), disminución de la concentración de células asesinas naturales (NK), y sensibilización de los nociceptores primarios (Van Houdenhove, B., Heijnen, CJ., 2009).

Modelo de Tratamiento Biocognitivo

Reversión del aprendizaje de la fibromialgia.

Identificación de la función adaptativa inicial, sus coautores, y el contexto aversivo.

Evaluación de las disfunciones PNIE activadas crónicamente por la pérdida de la función adaptativa.

Intervención biocognitiva para remplazar el aprendizaje disfuncional por un comportamiento correctivo capaz de revertir las manifestaciones psiconeuroinmunológicas nocivas.

Estrategias del Tratamiento

Premisa:

Las investigaciones en torno a la fibromialgia sugieren que la interacción entre el dolor crónico y la hipervigilancia en los pacientes con éste trastorno señalan la presencia de una hiperactividad simpática que puede sensibilizar nociceptores primarios, debilitar la respuesta del sistema inmune, así como incrementar citoquinas proinflamatorias o disminuir citoquinas anti-inflamatorias como se ve reflejado en las alteraciones en la relación cortisol/MIF y el desequilibrio Th1/Th2[5] (Hesse-Husain, J., 2006).

Tratamiento:

(Hipervigilancia) Desensibilización biocognitiva de la híper actividad del SNC para reducir los altos niveles de epinefrina. Enseñar a alcanzar ondas delta del sueño para estimular la producción de serotonina y HGH. Incorporar ejercicios de “burst training” para incrementar los niveles de HGH mientras el pacientes aprende a entrar en sueño delta.

(Patrones de Comportamiento de Indefensión) Enseñar a modular la expresión de la ira y el establecimiento de límites asertivos para disminuir los niveles de citoquinas proinflamatorias IL1 e IL2 y para elevar los niveles de NK[6] (Martinez-Lavín, M., 2007).

La sabiduría implícita en la función inicial de preservación puede manejarse para revertir o desacelerar el deletéreo camino hacia la enfermedad. La conducta que se suprimió durante un estado de capitulación adaptiva, puede expresarse moderadamente para reemplazar el consentimiento pasivo que mantiene la indefensión relacionada con la fibromialgia: la pasividad se reemplaza con la asertividad necesaria para comenzar el proceso de sanación. Es esencial aclarar que, más que modificaciones a un nivel intelectual, el objetivo de las intervenciones biocognitivas es lograr cambios vivenciales en la totalidad de la conciencia operativa[7] que aprendió la enfermedad (Martinez, M. E., 2011).

Conclusiones

Se introduce la causalidad coemergente para conceptualizar una coautoría y una atribución de los procesos PNIE en contextos culturales.

El modelo de tratamiento biocognitivo propone que la enfermedad tiene una función inicialmente adaptativa para enfrentar condiciones de indefensión culturalmente influenciadas.

La conducta de preservación en contextos sin recursos, anula los daños psiconeuroinmunoendocrinológicos si hay acceso a periodos de recuperación.    

Cuando la función adaptiva inicial generaliza esa conducta de capitulación pasiva a contextos donde no es necesaria porque existen recursos, el efecto de preservación se convierte en una indefensión fisiológica que puede gatillar desregulación crónica de los procesos PNIE, y desembocarse en enfermedad.

El aprendizaje disfuncional de la enfermedad puede ser revertido o desacelerado cuando se incrementa la asertividad y se resuelve la hipervigilancia: al conceptualizar la enfermedad como un aprendizaje modificable que perdió su efecto de preservación, se remplaza la sentencia genética con una esperanza cultural.    


Sociedades Científicas


·         Asociación Peruana de Psiconeuroinmunoendocrinología (APPNIE).

·         Psiconeuroimunologia ResearchSociety

·         A Sociedade Internacional de NeuroImmuno Modulation

·         Alemão-Endócrino-Brain-Imune-Network (GEBIN)

·         Neuroimunomodulação - Argentina

·         Sociedade Internacional de Neuroimunologia

·         Sociedade em Farmacologia NeuroImmune

·         Sociedade Internacional de Psiconeuroendocrinologia

·         Federação Internacional neuroendócrino

·         Society for Behavioral Neuroendocrinology

·         Americano Psychosomatic Society

·         Academia de Medicina Psicossomática

·         Europeu de Psicologia da Saúde da Sociedade

·         APA Psicologia da Saúde - Divisão de 38

·         Sociedade de Medicina Comportamental

·         Sociedad Argentina de Psicoinmunoneuroendocrinología (SAPINE)

·         Sociedad Uruguaya de Psiconeuroinmunoendocrinología (SUPNIE)

·         Società Italiana di Psiconeuroendocrinoimmunologia (SIPNEI).

·         Federación Latinoamericana de Psiconeuroinmunoendocrinología (FLAPNIE).


Centros de Investigación


·         Estresse e Saúde do Programa de Pesquisa - Ohio University - Dr. Janice Kiecolt. Glaser e Dr. Ronald Glaser.

·         Centro de Cousins. Psiconeuroimunologia.

·         Richard Davidson, Laboratory. Neurociência Afetiva da Universidade de Wisconsin - Madison

·         Antonio Damasio. Brain and Creativity Institute

·         Joseph LeDoux. Centro de Ciência Neural

·         Sangar Ben-Eliyahu. Neuroimmunology Lab.

·         IstvanBerczi - University of Manitoba. Biologia neuroimmune.

·         Sheldon Cohen, Laboratório de Estudos do Stress. Imunidade e Doença

·         Angela Clow - Psiconeuroimunologia. Universidade de Westminster, Reino Unido

·         RazYirmiya, da Universidade Hebraica de Jerusalém .

·         UCLA Medicina Integrativa .

·         Harold G. Koening, MD-Centro de Espiritualidade, Teologia e Saúde. Duke University Medical Center

·         James W. Pennebaker - University of Texas. Saúde: Divulgação

·         Psiconeuroimunologia e Antropologia Médica - Thomas McDade.<

Psicoterapia Individual

Psicoterapia Individual

O homem nasce para individuar, tornar-se si mesmo e realizar as potencialidades que potencialmente sempre teve (jung, 1978). A psicoterapia individual, independente se suas linhas teóricas ajuda a fazer profundas reflexões, romper grandes barreiras e defesas, reavaliar inúmeras crenças sobre si mesmo e compreender muitos comportamentos e padrões que distanciam do caminho da individuação.

Penso que é o melhor e maior presente que podemos dar a nós mesmos. Não é por acaso que por muitos séculos o oráculo de Apolo orientava os homens na Grécia com sua famosa frase: “conhece-te a ti mesmo”.

Síndrome do Pânico

Síndrome do Pânico
Este distúrbio é nitidamente diferente de outros tipos de ansiedade, caracterizando-se por crises súbitas, com ou sem fatores desencadeantes e, frequentemente, incapacitantes. Depois de ter uma crise de pânico a pessoa pode desenvolver medos irracionais (chamados fobias) dessas situações e começar a evitá-las.

Os sintomas físicos de uma crise de pânico aparecem subitamente, sem nenhuma causa aparente ou por meio de ansiedade extrema motivada por estresse, perdas, aborrecimentos ou expectativas. Os sintomas são como uma preparação do corpo para alguma "coisa terrível". A reação natural é acionar os mecanismos de fuga. Diante do perigo, o organismo trata de aumentar a irrigação de sangue no cérebro e nos membros usados para fugir — em detrimento de outras partes da cabeça.

Os sintomas são desencadeados a partir da liberação de adrenalina frente a um estímulo considerado como potencialmente perigoso. A adrenalina provoca alterações fisiológicas que preparam o indivíduo para o enfrentamento desse perigo: aumento da frequência cardíaca e respiratória, a fim de melhor oxigenação muscular; e o aumento da frequência respiratória (hiperventilação) é o principal motivo do surgimento dos sintomas.

Durante a hiperventilação, o organismo excreta uma quantidade acima do normal de gás carbônico. Este, apesar de ser um excreta do organismo, exerce função fundamental no controle do equilíbrio ácido-básico do sangue. Quando ocorre diminuição do gás carbônico ocorre também um aumento no pH sanguíneo (alcalose metabólica) e, consequente a isso, uma maior afinidade da albumina plasmática pelo cálcio circulante, o que irá se traduzir clinicamente por uma hipocalcemia relativa (por redução na fração livre do cálcio). Os sintomas dessa hipocalcemia são sentidos em todo o organismo:

- Sistema Nervoso Central: ocorre vasoconstrição arterial que se traduz em vertigem, escurecimento da visão, sensação de desmaio.

- Sistema Nervoso Periférico: ocorre dificuldade na transmissão dos estímulos pelos nervos sensitivos, ocasionando parestesias (formigamentos) que possuem uma característica própria: são centrípetos, ou seja, da periferia para o centro do corpo. O indivíduo se queixa de formigamento que acomete as pontas dos dedos e se estende para o braço (em luva, nas mãos; em bota, nos pés), adormecimento da região que compreende o nariz e ao redor da boca (característico do quadro).

- Musculatura Esquelética: a hipocalcemia causa aumento da excitabilidade muscular crescente que se traduz inicialmente por tremores de extremidades, seguido de espasmos musculares (contrações de pequenos grupos musculares: tremores nas pálpebras, pescoço, tórax e braços) e chegando até a tetania (contração muscular persistente). Em relação à tetania, é comum a queixa de dificuldade para abertura dos olhos (contratura do músculo orbicular dos olhos), dor torácica alta (contratura da porção superior do esôfago), sensação de aperto na garganta (contração da musculatura da hipofaringe, notadamente do cricofaríngeo), de abertura da boca (contratura do masseter e de músculos faciais - sinal de Chvostec), e contratura das mãos (mão de parteiro - sinal de Trousseau). São muito frequentes as câimbras.

Adicionalmente, a hiperventilação é realizada através de respiração bucal, o que traz duas consequências diretas: o ressecamento da boca (boca seca) e falta de ar (ocasionada pela não estimulação dos nervos sensitivos intranasais).

Tais eventos podem durar de alguns minutos a horas e podem variar em intensidade e sintomas específicos no decorrer da crise (como rapidez dos batimentos cardíacos, experiências psicológicas como medo incontrolável etc.). Quando alguém tem crises repetidas ou sente muito ansioso, com medo de ter outra crise, diz-se que tem transtorno do pânico. Indivíduos com o transtorno do pânico geralmente têm uma série de episódios de extrema ansiedade, conhecidos como ataques de pânico.

Alguns indivíduos enfrentam esses episódios regularmente, diariamente ou semanalmente. Os sintomas externos de um ataque de pânico geralmente causam experiências sociais negativas (como vergonha, estigma social, ostracismo etc.). Como resultado disso, boa parte dos indivíduos que sofrem de transtorno do pânico também desenvolvem agorafobia.

Transtornos Alimentares

Transtornos Alimentares

Foi em 1973 que Hilde Bruch propôs a psicopatologia central da anorexia nervosa estribada em três áreas de perturbação do funcionamento psíquico:

1. - Transtornos da imagem corporal;

2. - Transtornos na percepção ou interpretação de estímulos corporais, como por exemplo reconhecimento da fome e;

3. - uma sensação paralisante de ineficiência que invade todo o pensamento e atividades da paciente.

Todos estes Transtornos Alimentares compartilham alguns sintomas em comum, tais como, desejar uma imagem corporal perfeita, em igual proporção entre a Anorexia e a Bulimia; e perceber uma distorção da realidade diante do espelho, predominantemente na Anorexia. Um agravante é que, nas últimas décadas, ser fisicamente perfeito tem se convertido num dos objetivos principais (e estupidamente frívolos) das sociedades desenvolvidas. É uma meta imposta por novos modelos de vida, nos quais o aspecto físico parece ser o único sinônimo válido de êxito, felicidade e, inclusive, saúde.

Aspectos neurológicos e socioculturais dos Transtornos Alimentares

Vários estudos epidemiológicos demonstram um aumento na incidência de alguns dos Transtornos Alimentares (Hsu, 1996) concomitante à evolução do padrão de beleza feminino em direção a um corpo cada vez mais magro (Garner & Garfinkel, 1980), notadamente da Anorexia e da Bulimia nervosas. A Anorexia e a Bulimia parecem ser mais prevalentes em países ocidentais e são claramente mais frequentes entre mulheres jovens, especialmente aquelas pertencentes aos estratos sociais mais elevados destas sociedades, o que fortalece sua conexão com fatores socioculturais.

É por isso que alguns pesquisadores entendem os Transtornos Alimentares como síndromes ligadas à cultura. As síndromes ligadas à cultura são constelações de sinais e sintomas que se restringem a determinadas culturas em função das características peculiares das mesmas.

De acordo com esta concepção, a pressão cultural para emagrecer é considerada um elemento fundamental da etiologia desses transtornos, os quais, juntamente com fatores biológicos, psicológicos e familiares acabam gerando uma preocupação excessiva com o corpo, um medo anormal de engordar e uma ansiedade marcantemente acompanhada de alterações do esquema corporal. Essas são, pois, as características da Bulimia e da Anorexia.

Em nível pessoal e neurológico, as condutas de alimentação estão normalmente reguladas por mecanismos automáticos no Sistema Nervoso Central (SNC). A sensação de fome tem origem dupla; tanto em estímulos metabólicos, quanto em receptores periféricos situados na boca e no tubo digestivo. Induz-se a sensação de apetite, que desencadeia conduta de alimentação. A sensação de saciedade faz cessar estímulos da fome e se detém o processo. As pessoas normais apresentam algumas reações adaptadas aos estímulos de fome e de sede, com respostas corretas para a saciedade.

Há tempos se sabe ser o hipotálamo o local onde se situam os centros da fome e da saciedade, mas será no córtex cerebral o local onde se desenvolvem mecanismos mais complexos relacionados à alimentação.

Embora o processo da alimentação (fome, sede, saciedade) possa parecer fisiologicamente automático e elementar, como dissemos, eles não ocorrem apenas nos elementos neurobiológicos que regulam a conduta alimentar. Eles também estão vinculados à experiências vivenciais prévias. Portanto, existem outros mecanismos mais complexos e relacionados com nossas experiências psicológicas (sentimentos de segurança, bem estar e afeto que se experimentam a através do peito materno na lactação, antecedentes pessoais de carência extrema, etc.) regulando o processo da alimentação.

Também se relacionam ao ato de comer, nossas experiências sociais, tomando-se por base o fato de que o ato de comer tenha um aspecto eminentemente social e cultural. Normalmente as características dos alimentos definem os diferentes grupos culturais. Assim, culturalmente se diz "dieta mediterrânea, comida americana, italiana, indiana..., pratos típicos, menus tradicionais...., etc". Dessa forma, o ato de comer sempre foi e continua sendo um fenômeno de comunicação social. Através da comida o grupo social se sente reúne e se identifica, de tal forma que na maioria dos atos sociais a comida ocupa um lugar de destaque.

Devido a esses múltiplos aspectos atrelados ao comensalismo, existem muitas possibilidades de que o processo natural de alimentar-se varie no tempo e na cultura. Em algumas ocasiões a causa dos Transtornos Alimentares pode ser física, decorrente de doenças que dificultam o processo da alimentação ou alteram o aproveitamento normal dos alimentos, outras vezes, entretanto, o processo da alimentação pode alterar-se por fatores sociais, tais como a religião, cultura, status, moda etc...

Alterações Cerebrais e Transtornos Alimentares

Os pacientes com Anorexia Pura têm muitos aspectos clínicos comuns com os pacientes portadores de Bulimia, principalmente da Bulimia do tipo restritivo (de ingestão alimentar restrita). Alguns desses aspectos clínicos comuns às duas patologias seriam, por exemplo, a distorção da imagem corporal, alterações na percepção das sensações internas, fobia do ganho de peso, preocupação em manter um peso de corpo subnormal.

Estudos com tomografia por emissão de pósitrom (SPECT) mostraram haver um hipometabolismo (metabolismo abaixo do normal) em determinada região cerebral, mais precisamente na área frontal e parietal nos pacientes com Anorexia Nervosa (Tetsuro Naruo).

Esses estudos funcionais cerebrais têm mostrado que estímulos visuais de alimentos de alto teor calórico aumentam o fluxo sanguíneo cerebral regional no do giro do cíngulo, nas áreas para-límbicas de pacientes com Anorexia Nervosa.

Fonte: http://www.psiqweb.med.br/site/

 

Stress

Stress

A medicina e a psicologia estão passando por uma revolução no tocante à forma como pensamos as doenças que hoje nos afligem.

Uma revolução envolveu o reconhecimento das interações entre o corpo e a mente, bem como das maneiras com que as emoções e a personalidade são capazes de exercer um forte impacto no funcionamento e na saúde de cada célula do corpo.

Essa revolução trata do papel do estressor ao tornar alguns de nós mais vulneráveis às doenças; diz respeito às maneiras como lidamos com agentes estressantes e se estende sobre a noção crítica de que é impossível entender uma enfermidade de forma isolada, mas somente no contexto do individuo que dela padece.

Estresse contínuo e repetitivo pode destruir nosso corpo de maneiras infindáveis.

A boa noticia é que existem inúmeras maneiras de lidar com os agentes estressores, muitas vezes inevitáveis e recuperar a saúde física e psíquica.

Fonte: Robert M. Sapolsky

 

Transtornos Psicossomáticos

Transtornos Psicossomáticos
Transtorno Somatoforme - Psicossomáticos       

Os pacientes com Transtorno Somatoforme em geral são poliqueixosos, com sintomas sugestivos de problemas funcionais de algum órgão ou sistema ou de alterações nas sensações corpóreas sobre a funcionalidade do organismo como um todo. Estas síndromes funcionais podem aparecer como quadros dolorosos incaracterísticos, transtornos cardio circulatórios, ou qualquer outro órgão ou sistema, que não se confirmam por exames especializados. Nota-se sempre, inclusive com reconhecimento pelo próprio paciente, variação na intensidade das queixas conforme alterações emocionais, embora a maioria deles insista em discordar do ponto de vista médico que aponta para a possibilidade psíquica dos sintomas. 
O principal aspecto do Transtorno Somatoforme é a queixa repetida de sintomas físicos, juntamente com uma tendência persistente para investigações médicas, apesar dos seguidos resultados negativos nos exames de diagnóstico. Caso haja algum componente físico associado às queixas somáticas, aquele não explica as proporções destas. Na maioria das vezes estes pacientes manifestam um comportamento histriônico (teatral e histérico), o que motivava a antiga classificação ter incluído tais transtornos no capítulo das histerias. 
Normalmente esses pacientes somatoformes estão recebendo atenção médica de mais de um profissional, envolvem mais de uma especialidade simultaneamente e a sintomatologia se apresenta de maneira dramática, vaga e exagerada. 
Os pacientes com queixas somáticas normalmente relatam uma história médica bastante extensa, têm facilidade para memorizar nomes de medicamentos e de doenças complicadas, conhecem quase tudo acerca de exames subsidiários e seus relatos costumam ser um tanto dramáticos. São quase incapazes de referir uma dor simplesmente como, por exemplo, uma pontada. Normalmente eles dizem que dói como se um ferro em brasa estivesse entrando, como uma punhalada, como se arrancassem seus órgãos, etc.

SINTOMAS DO TRANSTORNO DE SOMATIZAÇÃO

1 - vômitos 
2 - palpitações 
3 - dor abdominal 
4 - dor torácica  
5 - náuseas 
6 - tonturas 
7 - flatulência 
8 - ardência nos órgãos genitais 
9 - diarreia 
10 - indiferença sexual 
11 - intolerância alimentar
12 - dor durante o ato sexual
13 - dor nas extremidades
14 - impotência
15 - dor lombar
16 - dismenorréia
17 - dor articular
18 - outras queixas menstruais
19 - dor miccional
20 - vômitos durante a gravidez
21 - dor inespecífica
22 - falta de ar

Para o diagnóstico do Transtorno Somatoforme é importante que os sintomas causem sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes. A representação subjetiva dos sintomas somatizados reflete sempre um aspecto sócio cultural do paciente. Em camadas menos diferenciadas da população notamos empobrecimento na representação dos sintomas, como por exemplo, a menstruação que sobe para a cabeça, o sangue sujo, uma dieta puerperal mal conduzida, a conseqüência desastrosa de olhar no espelho depois da refeição, uma mistura fatal de manga com leite, sustos capazes de provocar paralisias e assim por diante. Nos níveis mais diferenciados a representação da doença é melhor elaborada, como por exemplo, uma polineurite conseqüente à hipersensibilidade à algum medicamento. De qualquer modo, a manifestação emocional somatizada não respeita posição sócio-cultural, como podem suspeitar alguns, não guarda também relação com o nível intelectual, pois, como já vimos, a emoção é senhora e não serva da razão. O único fator capaz de atenuar as queixas é a capacidade da pessoa expressar melhor seus sentimentos verbalmente.
Quanto maior a capacidade do indivíduo referir seu mal-estar através de discurso sobre suas emoções, como por exemplo, relatando sua angústia, sua frustração, depressão, falta de perspectiva, insegurança, negativismo, pessimismo e coisas assim, menor será a chance de representar tudo isso através de palpitações, pontadas, dores, falta de ar, etc. 

Fonte:Geraldo J. Ballone

Transtornos Psiquiátricos

Transtornos Psiquiátricos
O termo transtorno, distúrbio e doença combinam-se aos termos mental, psíquico e psiquiátrico para descrever qualquer anormalidade, sofrimento ou comprometimento de ordem psicológica e/ou mental.

Os transtornos mentais são um campo de investigação interdisciplinar que envolves áreas como a psicologia, a filosofia, a psiquiatria e a neurologia. As classificações diagnósticas mais utilizadas como referências no serviço de saúde e na pesquisa hoje em dia são o Manual Diagnóstico e Estatístico de Desordens Mentais - DSM IV, e a Classificação Internacional de Doenças - CID-10.
 
Em psiquiatria e em psicologia prefere-se falar em transtornos ou perturbações ou disfunções ou distúrbios (ing. disturbs, alem. Störungen) psíquicos e não em doença; isso porque apenas poucos quadros clínicos mentais apresentam todas as características de uma doença no sentido tradicional do termo - isto é, o conhecimento exato dos mecanismos envolvidos e suas causas explícitas. 


Envelhe-Ser

Envelhe-Ser

Oferecemos alguns trabalhos terapêuticos através de contos, metáforas, cantos e encantos, um trabalho que ajuda a descobrir como contemplar e se encantar diante das diversas experiências vivenciadas.

Nosso objetivo é divulgar e dividir o conhecimento, psiconeuroimunologico, que abre novas perspectivas para o ser humano e aumenta sua capacidade de lidar e superar com os limites do adoecimento físico e psíquico.

Meditar sobre a trajetória de vida e fazer das experiências adquiridas, novos caminhos de bem-estar e solidariedade, para si e para o outro.

Desenvolver uma consciência auto curativa para ser agente da transformação dessa grande família humana.

Desmistificar os medos e criar ferramentas de superação de cada obstáculo e limite que vão surgindo em nossa jornada de vida.

 

Doenças Imunológicas

Doenças Imunológicas

Graças a conhecimentos que revolucionaram a imunologia, podemos compreender como o sistema imunológico funciona e as doenças.

Há três tipos de células que produzem a resposta imune:

- Os macrofagos

- Os linfócitos T-responsaveis pela imunidade celular

- Os linfocitos B- produtores de anticorpos

 Esse processo inclui três fases:

1- Os macrofagos apresentam o antigeno, aos linfócitos

2- Proliferaçao de linfócitos B e T que é estimulada por fatores liberados pelos linfócitos T

3- Há uma conjugação de processos. Os linfócitos T destroem as células alvo, diretamente por secreções que atraem e ativam os macrófagos e estes, por sua vez, fagocitam as células. Os linfócitos B agem produzindo anticorpos que em conjugação com o complemento, destroem os antígenos diretamente ou fazem que sejam fagocitados pelos macrófagos.

O sistema imune é o grande elo que explica as interações entre os fenômenos psicossociais e importantes terrenos da patologia humana, como as doenças de hipersensibilidade, auto-imunes, infeciosas e neoplásicas.

Sugiro o vídeo que postei para uma melhor compreensão: http://tcpsicologia.com.br/site/videos


 Fonte: Julio de mello Filho

Concepção Psicossomática, casa do Psicólogo-9ª edição

Adaptaçao- Teresa cristina Maia Motta


NOTÍCIA RELACIONADA
Pessoas com esclerose têm o desafio de conter doenças neurodegenerativasAlém das inflamações no sistema nervoso, pessoas com esclerose múltipla enfrentam o desafio de conter a redução antecipada da massa cinzenta, que pode incapacitar o organismo e comprometer a qualidade de vida
Ao longo da vida, como consequência natural do envelhecimento, o cérebro passa por um processo de atrofia provocado pela morte gradual dos neurônios

Thaís Cieglinski

Enviada Especial


Basileia (Suíça) e Brasília — Rugas, alterações hormonais, queda do metabolismo, cabelos brancos. O processo natural de envelhecimento provoca uma série de mudanças na vida das pessoas, mas não é apenas o corpo que sofre as consequências do avanço da idade. Ao longo dos anos, a atividade do cérebro também começa a se reduzir, como consequência da morte lenta e gradual dos neurônios. Para quem sofre de doenças neurodegenerativas, no entanto, esse processo se dá de forma mais acelerada, o que inquieta médicos e cientistas. A preocupação aumenta quando o assunto são as enfermidades que atingem os mais jovens, em especial a esclerose múltipla (EM). Estima-se que esse mal atinja 2,5 milhões de pessoas no mundo, 30 mil no Brasil.



“A atrofia cerebral ocorre desde muito cedo em pacientes com a doença, ou seja, eles passarão o resto da vida perdendo neurônios de forma acelerada se nada for feito para frear o processo”, alerta o neurologista André Matta, professor da Universidade Federal Fluminense. Nas pessoas saudáveis, a redução varia de 0,1% a 0,3% a cada ano. Já nos portadores de EM, a taxa gira entre 0,5% e 1%, velocidade três vezes superior. “O processo está diretamente ligado ao nível de comprometimento dos pacientes e pode ser medido por meio de ressonância magnética”, explica Till Sprenger, pesquisador do Hospital Universitário da Basileia (Suíça).


De acordo com os médicos, toda perda de volume cerebral gerada por doenças neurodegenerativas merece atenção, mas, no caso da EM, o quadro é ainda mais preocupante, uma vez que ela atinge preferencialmente pessoas jovens. A primeira manifestação da doença costuma ocorrer entre 20 a 40 anos. Na esclerose múltipla, a redução da massa cinzenta se dá por meio de inflamações do tecido cerebral ou medular. Nesses episódios, a mielina — substância que envolve e protege os neurônios — é danificada ou destruída e são formadas cicatrizes que impedem a transmissão dos impulsos nervosos. A depender da região afetada pelo surto, diversos sintomas podem se manifestar, entre eles problemas motores, sensitivos e psicológicos.

Fonte: Correio Braziliense

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ENTREVISTA

LÚPUS

Dr. Samuel Kopersztych é médico reumatologista e trabalha no Hospital das Clínicas da USP e no Hospital Sírio-Libanês de São Paulo.

Lúpus é uma doença autoimune rara, mais frequente nas mulheres do que nos homens, provocada por um desequilíbrio do sistema imunológico, exatamente aquele que deveria defender o organismo das agressões externas causadas por vírus, bactérias ou outros agentes patológicos.

O fato é que, no lúpus, a defesa imunológica se vira contra os tecidos do próprio organismo como pele, articulações, fígado, coração, pulmão, rins e cérebro. Essas múltiplas formas de manifestação clínica, às vezes, podem confundir e retardar o diagnóstico.

Lúpus exige tratamento cuidadoso por médicos especialistas. Pessoas tratadas adequadamente têm condições de levar vida normal. As que não se tratam, acabam tendo complicações sérias, às vezes, incompatíveis com a vida.

DOENÇA AUTOIMUNE

Drauzio –  O lúpus eritematoso sistêmico é uma doença de autoagressão, uma doença autoimune. Quais as principais características da doença autoimune?O

Samuel Kopersztych – A doença autoimune é fundamentalmente caracterizada pela formação de autoanticorpos que agem contra os próprios tecidos do organismo. Por isso, o nome autoagressão, às vezes, é mais feliz. O paciente, geralmente do sexo feminino, fabrica substâncias nocivas para seu organismo e o anticorpo, que é um mecanismo de defesa, passa a ser um mecanismo de autoagressão. Portanto, o que caracteriza a doença autoimune é a formação de anticorpos contra seus próprios constituintes.

Drauzio – Teoricamente, esses anticorpos podem agredir qualquer tipo de tecido e provocar as mais variadas doenças?

Samuel Kopersztych – Eles podem agredir qualquer tipo de território. De modo geral, a maior agressão ocorre no núcleo da célula, graças ao aparecimento de vários autoanticorpos contra substâncias presentes em seu interior.

Entretanto, o mais importante não é o anticorpo isoladamente. Do ponto de vista anatomopatológico, o que define a autoimunidade nos tecidos é a formação dos chamados complexos imunes.

COMPLEXOS IMUNES

Drauzio – O que se entende por complexo imune?

Samuel Kopersztych – A paciente que tenha a etnia lúpica, ou seja, formação genética constitucional que a predispõe a desenvolver lúpus, já possui autoanticorpos em grande quantidade. Quando uma substância vinda do exterior une-se a eles, forma-se o complexo antígeno-anticorpo. Isso ativa um sistema complexo de proteínas chamado de complemento e leva à formação dos complexos imunes, cuja concentração dita a gravidade e o prognóstico da doença, porque eles se depositam no cérebro e nos rins principalmente.

O complexo imune depositado no rim inflama esse órgão, produzindo a nefrite lúpica, importante para determinar se a doente vai viver muitos anos ou ter a sobrevida encurtada.

Drauzio – Qual é a substância exterior que mais agride essas pacientes?

Samuel Kopersztych – A radiação solar, em especial os raios ultravioleta prevalentes das dez às quinze horas, é a substância que mais agride as pessoas que nasceram geneticamente predispostas. Em estudos conduzidos no Hospital das Clínicas de São Paulo, foi possível detetar inúmeros casos de pacientes que tinham o primeiro surto logo após ter ido à praia e se exposto horas seguidas à radiação solar. Em geral, eram pacientes do sexo feminino, já que a incidência de lúpus atinge nove mulheres para cada homem. Nos Estados Unidos, há maior prevalência entre as mulheres negras; no Brasil, verifica-se equivalência de casos em brancas e negras.

 

CORRELAÇÃO ENTRE OS SISTEMAS DE IMUNIDADE E ENDÓCRINO

Drauzio – Você disse que 90% dos casos de lúpus ocorrem em mulheres. Os hormônios sexuais desempenham algum papel nessa doença?

Samuel Kopersztych – É fundamental estabelecer uma correlação entre o sistema de imunidade, de defesa do organismo, com o sistema endócrino. O estrógeno (hormônio feminino) é autoformador de anticorpos; a testosterona (hormônio masculino) é baixo produtor. O estrógeno é sinérgico à produção de autoanticorpos e a testosterona, supressora. Na mulher lúpica, ocorre excesso de sinergismo, ou seja, excesso na produção de anticorpos, que se traduz pela taxa elevada da proteína gamaglobulina nos exames de laboratório.

Drauzio – Se suprimir a produção de estrógeno, a mulher melhora da doença?

Samuel Kopersztych – Infelizmente o que acontece com os animais de experimentação, cujos sintomas melhoram com a administração de hormônios masculinos, não se repete nas mulheres. Mulheres lúpicas que tomam hormônio masculino masculinizam-se nesse período, sem manifestar nenhum efeito terapêutico protetor importante.

 

CRITÉRIOS DE DIAGNÓSTICO

Drauzio – Que indícios podem fazer uma pessoa desconfiar de que está com lúpus?

 

Samuel Kopersztych – Havia grande confusão diagnóstica em relação ao lúpus até a Sociedade Americana de Reumatologia enunciar onze critérios de diagnóstico, em 1971. A mulher que preencher quatro deles seguramente tem a doença.

Os dois primeiros referem-se à mucosa bucal. Entre outras lesões orais importantes, aparecem úlceras na boca que, na fase inicial, exigem diagnóstico diferencial com pênfigo, uma doença frequente em países tropicais. Pode ocorrer também mucosite, uma lesão inflamatória causada por fatores como a estomatite aftosa de repetição, por exemplo.

O terceiro critério envolve a chamada buttefly rash, ou asa de borboleta, que muitos admitem como o critério mais importante, mas não é. Trata-se de uma lesão que surge nas regiões laterais do nariz e prolonga-se horizontalmente pela região malar no formato da asa de uma borboleta. De cor avermelhada, é um eritema que geralmente apresenta um aspecto clínico descamativo, isto é, se a lesão for raspada, descama profusamente.

O quarto critério é a fotossensibilidade. Por isso, o médico deve sempre investigar se a paciente já apresentou problemas quando se expôs à luz do sol e provavelmente ficará sabendo que mínimas exposições provocaram queimaduras muito intensas na pele, especialmente na pele do rosto, do dorso e de outras partes do corpo mais expostas ao sol nas praias e piscinas.

O quinto critério é a dor articular, ou seja, a dor nas juntas, geralmente de caráter não inflamatório. É uma dor articular assimétrica e itinerante, que se manifesta preferentemente nos membros superiores e inferiores de um só lado do corpo e migra de uma articulação para outra. Geralmente, é uma dor sem calor nem rubor (vermelhidão) nem edema (inchaço), os três sinais da inflamação. Há casos, porém, em que esses três sintomas se fazem presentes, assim como podem ocorrer artrite e excepcionalmente inflamação no primeiro surto de 90% das pacientes

Drauzio – Quais as articulações mais atingidas?

Samuel Kopersztych – Preferentemente, as articulações dos membros superiores. A doença acomete punho, cotovelo, ombro e dedos das mãos, como se fosse um quadro de artrite reumatoide. Portanto, a artralgia (dor nas articulações) é um sintoma do lúpus que leva essas pacientes a procurar o reumatologista. Se não apresentarem dor articular, o diagnóstico clínico fica em suspenso.

Drauzio – São dores fortes que obedecem a um ritmo diário?

Samuel Kopersztych – Não há rigidez matutina como na artrite reumatoide. É uma dor migratória não muito intensa. Isso, muitas vezes, retarda o diagnóstico, porque a paciente entra em remissão e não procura o médico.

Drauzio – E o sexto critério, qual é?

Samuel Kopersztych – O sexto critério, e um dos mais importantes, é a lesão renal. Paciente com lesão renal acompanhada de hipertensão no primeiro surto tem prognóstico mais reservado. A hipertensão arterial denota que surgiu um processo inflamatório nas membranas das estruturas envolvidas no sistema de filtração do sangue que atravessa os rins e a paciente é acometida por glomerulonefrite.

Drauzio – Isso quer dizer que o rim começa a filtrar mal e deixa passar pelo poro renal substâncias que deveria reter?

Samuel Kopersztych – Se esse distúrbio não for tratado convenientemente, a paciente evolui para insuficiência renal rapidamente progressiva. Na verdade, é o rim que dita o prognóstico em 90% dos casos, que será pior ainda se for acompanhado do sétimo critério: a lesão cerebral. Seu primeiro sinal é uma convulsão, um ataque epilético comum que pode ser confundido como característico de doença exclusivamente convulsiva e relegar o diagnóstico e tratamento do lúpus para segundo plano.

Drauzio – Qual é a lesão cerebral mais frequente?

Samuel Kopersztych – A lesão cerebral mais frequente revelada pelo exame anatomopatológico é a tromboembolia, ou seja, a deposição de coágulos no cérebro sob a forma de trombos locais ou de um êmbolo originário de outra região do corpo que entope o vaso cerebral. Como consequência, o tecido que depende dessa irrigação entra em anóxia e morre por falta de oxigênio. Além disso, quadros neurológicos graves, como hemiplegia (paralisia de um lado do corpo), plegia (paralisia parcial de uma parte do corpo) e quadriplegia (paralisia dos membros superiores e inferiores) parece estarem ocorrendo com maior frequência nos dias de hoje em virtude do aumento da sobrevida das pacientes.

O comprometimento cerebral, em geral, não acontece no início da doença. No entanto, se estiver ligado à lesão renal, as dificuldades terapêuticas se agravam bastante.

INCIDÊNCIA DE PENIAS

Drauzio – E o oitavo critério?

Samuel Kopersztych – No território do sangue, o lúpus estabelece as chamadas penias. Em 20% dos casos, a anemia hemolítica coincide com a ruptura dos vasos sanguíneos e a fragilidade dos glóbulos vermelhos, levando à anemia hemolítica autoimune, uma manifestação da síndrome pré-lúpica. A paciente pode ir ao consultório do hematologista com esse problema e logo em seguida ou alguns anos depois manifestar o quadro clínico completo do lúpus eritematoso.

Outra manifestação de penia mais incidente é a leucopenia, ou seja, a diminuição de glóbulos brancos, dos leucócitos. Em 40% dos casos, a leucopenia é traduzida pela produção de anticorpos principalmente dirigidos contra os neutrófilos, um tipo específico de glóbulos brancos que hoje faz parte do diagnóstico laboratorial do lúpus.

Outra possibilidade é a ocorrência da plaquetopenia, ou púrpura trombocitopênica idiopática, uma lesão provocada por anticorpos contra as plaquetas que não tem etiologia definida e que pode preceder, em alguns anos, a instalação do lúpus.

Essas penias são importantes e, muitas vezes, levam a paciente lúpica à esplenectomia, ou seja, à retirada do baço, porque os clínicos já sabiam de longa data que sem ele melhora a produção de glóbulos vermelhos. O baço funcionaria como uma esponja que reteria os anticorpos contra substâncias do sangue, e isso acentuaria a diminuição dos glóbulos vermelhos, brancos e das plaquetas. Retirando-se o baço, esses elementos seriam redistribuídos na circulação.

Acontece que pacientes lúpicas infectam-se com muita facilidade. A experiência nas enfermarias mostra que a retirada do baço em pacientes que sofreram acidentes de automóvel ou em crianças com traumatismos abdominais coincide com grande número de infecções, principalmente por salmonelas, bactéria que antigamente causava o tifo. Por isso, a retirada do baço numa paciente lúpica deve ser bem analisada.

GRAVIDEZ NAS PACIENTES LÚPICAS E OUTROS CRITÉRIOS

Drauzio – E o nono critério?

Samuel Kopersztych – É o critério imunológico. Pacientes lúpicas apresentam uma reação falsamente positiva para sífilis e manifestam a síndrome anticoagulante lúpica que se caracteriza por trombose, embolias e abortos de repetição.

Drauzio – A gravidez é contraindicada para as pacientes lúpicas?

SamuelKopersztych – Há um conceito difundido inclusive entre alguns médicos de que pacientes lúpicas não devem, não podem e não engravidam em virtude de um problema imunológico. O argumento é que algumas dessas mulheres produzem anticorpos contra um constituinte especial chamado fosfolípedes, ou seja, substâncias com o radical fósforo do tipo gorduroso situadas na circulação. Esses anticorpos são responsáveis pela incidência de abortos recorrentes, aliás, outro sinal de pré-lúpus.

Drauzio – Isso quer dizer que elas engravidam e abortam repetidamente?

Samuel Kopersztych – Além de abortos de repetição, essas mulheres formam coágulos em várias partes do corpo. Formam trombos no cérebro e formam êmbolos. Paciente lúpica que não tenha esse componente talvez possa ter uma gravidez normal. No entanto, nas portadoras de lesão renal, aumenta muito a possibilidade de abortos ou de dar origem a um feto com pouca chance de sobrevivência. Na verdade, algumas não têm dificuldade para engravidar, mas a gravidez pode ser tempestuosa e difícil e exige segmento pré-natal feito por especialista.

Drauzio – Como você orienta uma mulher jovem com lúpus que quer ter filhos?

SamuelKopersztych– Acho que ela precisa ser informada do risco que correrá. Em 80% dos casos, pode haver uma piora da doença, exatamente o contrário do que ocorre com a artrite, que melhora durante a gravidez.

Drauzio – Você poderia citar o décimo e o décimo primeiro critério?

Samuel Kopersztych – A incidência de pericardites (inflamação do pericárdio, membrana que envolve externamente o coração) e de pleurites (inflamação da pleura, membrana que recobre o pulmão) também podem ocorrer em pacientes com lúpus. Em 70% dos casos, a pericardite é subclínica e diagnosticada apenas nas autópsias. Esse é o décimo critério; o décimo- primeiro é o fator antinúcleo.

EXAMES LABORATORIAIS

Drauzio – Além do quadro clínico, o diagnóstico de lúpus pode contar com um quadro laboratorial bastante característico, não é?

Samuel Kopersztych – O teste básico de laboratório é a pesquisa do fator antilúpus. O patologista vai avaliar o caso através de métodos de união antígeno-anticorpo com corante fluorescente. No exame de sangue comum, por meio dessa técnica, ele observa como cora o núcleo das células das pacientes lúpicas. Às vezes, cora difusamente; às vezes, em pontilhados pequenos e, às vezes, numa reação em anel. A resposta difusa indica lúpus benigno com lesão de pele e de articulações, mas sem comprometimento dos rins e do cérebro. Já, o achado em anel correlaciona-se com lesão renal e forte complexo autoimune circulante. Portanto, esse simples exame de sangue não invasivo dá ao clínico uma ideia do diagnóstico e do prognóstico. Se o fator antilúpus aparecer em alta concentração numa jovem, com quase toda a certeza, num futuro próximo, ela irá encaixar-se em todos os critérios de diagnóstico do lúpus.

EVOLUÇÃO DA DOENÇA

Drauzio – Você citou formas de evolução mais lenta e mais acelerada do lúpus. O que determina tal diferença?

Samuel Kopersztych – Quanto mais jovem for a mulher, pior será o diagnóstico. Lúpus dificilmente aparece em meninas que ainda não menstruaram. Em geral, o acometimento coincide com a época da menstruação e atinge mulheres na faixa entre 15 e 30 anos. Se não há lesão renal e cerebral no primeiro surto, trata-se de uma forma benigna de lúpus caracterizada por lesões de pele, asa de borboleta, dor nas juntas, sintomas facilmente controláveis com medicação. É também provável que a paciente não apresente os problemas correlacionados com o passar da idade e morra de outra causa que não o lúpus.

Se no primeiro surto, porém, ela manifestar lesão renal ou cerebral ou, o pior de tudo, as duas ao mesmo tempo, é sinal de mau prognóstico. Além disso, pesam fatores puramente imunológicos, por exemplo, a queda de algumas proteínas do sangue como complemento e o aparecimento de infecções. A evolução das pacientes no Hospital das Clínicas indica que o aparecimento de infecções é fator decisivo na evolução e prognóstico da doença.

Nos EUA, estatísticas mostram que a mulher negra tem evolução pior do que a branca. O que vimos no HC, entretanto, é que aqui há uma equivalência da doença entre mulheres brancas e negras.

TRATAMENTO

Drauzio – No passado, todos os casos de lúpus eram tratados com cortisona e seus derivados. Hoje, existem recursos mais eficazes?

Samuel Kopersztych – Temos recursos melhores, inclusive em relação à própria cortisona. Os corticoides modernos não são dotados de efeitos colaterais como aumento de pressão e grande retenção de sal e água. Outros podem ser injetados por via endovenosa. É o chamado pulso terapêutico que consiste em hospitalizar a paciente e infundir de uma só vez, numa única aplicação, grande quantidade de corticoide.

Drauzio – Os pacientes suportam bem essa técnica terapêutica?

Samuel Kopersztych – Suportam bem e a tendência à infecção é menor. O grande impulso, porém, foi conseguido com o advento de uma droga chamada ciclofosfomida, imunossupressor usado nos primórdios dos transplantes renais, e que pode ser aplicada nas pacientes com lúpus sob a forma de pulso terapêutico. Outras drogas usadas inicialmente nesse tipo de transplante foram aproveitadas pelos reumatologistas para controlar a formação dos complexos imunes.

Gostaria, ainda, de mencionar a plasmaférese, método terapêutico que pode ser aplicado quando a lesão renal está muito ativa. A doente é internada para retirar grande quantidade de plasma. Com isso, o hematologista elimina os complexos imunes circulantes em benefício da evolução benigna das lesões renais e cerebrais.

Drauzio – Contando com os recursos que temos atualmente, se for bem cuidada, uma mulher com lúpus têm condições de levar vida normal?

Samuel Kopersztych – Com segmento ambulatorial bem feito, tem condições de levar vida normal. Lúpus é uma doença grave, especialmente se houver lesão renal e lesão cerebral, mas hoje podemos contar com um contingente terapêutico importante e com antibióticos mais modernos que protegem contra infecções e garantem sobrevida maior para essas pacientes.

ORIENTAÇÕES ÀS PACIENTES

Drauzio – Sumariamente, que cuidados devem tomar as mulheres com lúpus?

Samuel Kopersztych– Ela deve proteger-se da radiação solar e usar fotoprotetor mesmo na cidade, porque não é só na praia e na piscina que o sol é intenso.

Deve procurar engravidar com parcimônia e sob grande supervisão. Deve tomar cuidado com a administração de pílulas anticoncepcionais, pois o aumento nos níveis de estrógeno pode desencadear novo surto da doença.

É importante, também, tomar cuidado para não contrair infecções. Evitar grandes conglomerados ou agrupamentos de pessoas e o contato com portadores de doenças infecciosas, que possam ser transmitidas, é uma precaução válida e indispensável.

Além disso, é preciso estar sempre atento ao psiquismo da paciente lúpica, que se altera muito com a doença. Às vezes, a primeira manifestação é um surto psicótico ou de ansiedade. Por isso, o equilíbrio emocional é meta importante na vida dessas mulheres.

Terapia de Família

Terapia de Família

Pais com Filho(a) Homossexual: e agora, como lidar com isso?

1. Introdução

A presente pesquisa visa descrever como é a reação dos pais nos dias atuais quando vem saber que seu filho (a) é homossexual, pois falar sobre sexualidade nos tempos de hoje ainda é tido como preconceito ou como tabu, principalmente por famílias tradicionais.

A família continua sendo o alicerce de qualquer pessoa que tenta viver uma vida digna, sendo assim o homossexual também deve contar com a família para ter dignidade num mundo ainda preconceituoso, e que pode muitas vezes não aceitar o homossexual se esquecendo do ser humano que existe dentro dele.

Acontece que esta mesma família pode ter dificuldades em proporcionar a esse filho (a) homossexual uma sensação de acolhimento que convencionalmente essa instituição deveria gerar. Pela tradição familiar? Pela cultura que vem impregnada em cada pessoa? O funcionamento e dinâmica dessa família é o que pode gerar uma maior proximidade ou um distanciamento principalmente no que se refere à descoberta de um filho homossexual.

Pode-se considerar que os homossexuais não escolheram por acaso algo que os deixa muitos vezes expostos à rejeição pela família. “Como vai ser a reação de meus pais?” Essa é a pergunta que faz com que o filho demore falar para os pais que é homossexual?

Analisando esses questionamentos sobre a família, esta pesquisa foi elaborada como base na Abordagem Sistêmica, que considera que o ser humano vive em uma rede de relações e no momento em que ocorre qualquer mudança, isso deverá acontecer com ele próprio e com o outro consequentemente, ou seja, das partes para o todo.

Este trabalho consiste em apresentar algumas contribuições para melhor compreender a reação dos pais diante de uma declaração do filho (a) dizendo que é homossexual, quais são os movimentos que esta família esta disposta a fazer ou fez para colocar algo novo dentro de uma concepção familiar atada pela heterossexualidade que lhe serviu de base por tantos séculos.

Por mais que exista uma ampla divulgação nos meios de comunicação, pouca é a atenção que se tem dado à família, que não sabe ou não consegue lidar com a situação de um filho (a) homossexual dentro de sua casa. O intuito dessa pesquisa está na divulgação das experiências dessas famílias, para que com a ampliação de informações sobre o tema, possa haver uma contribuição positiva para outros pais que estão buscando um melhor entendimento sobre como lidar com a homossexualidade dos filhos e também para psicólogos que queiram trabalhar com essas famílias.

A presente pesquisa apresenta a seguinte estrutura; referencial teórico que trata dos itens e subitens como segue: uma contextualização sobre Abordagem Sistêmica segue-se falando da Família onde aparecem os subitens Estrutura Familiar; Arranjos e Configuração Familiares; Família Moderna;

Relações Pais e Filhos, e para conhecer melhor esse filho há uma explanação sobre a Homossexualidade divido em Conceito e Característica do Homossexual, Identidade e Gênero; O Homossexual na História; O Homossexual na Sociedade Atual e para finalizar este tema que surgiu a partir das entrevistas: Como ocorre o Preconceito e Como é o Preconceito Contra o Homossexual. Na sequencia é apresentado o método seguido da análise dos resultados das entrevistas realizadas e a discussão com literatura revisada. Finalizando nas considerações finais e sugestões para estudos e atuações posteriores relacionados ao tema.

2. Abordagem Sistêmica

A principal característica do pensamento sistêmico pode ser resumida num critério e no mais geral, a mudança das partes para o todo. Na verdade os sistemas vivos não podem ser reduzidos em partes menores, visto que são totalidades integradas.

Quem desenvolveu os primeiros conceitos da Teoria Geral dos Sistemas foi Ludwig Von Bertalanffy, na década de 50, que buscava um enfoque que completasse as lacunas deixadas pela abordagem mecanicista da física clássica, considerada essencial nos fenômenos da vida. Assim:

Antes da década de 40, os termos “sistema” e “pensamento sistêmico” tinham sido utilizados por vários cientistas, mas foram as concepções de Bertalanffy de um sistema aberto e de uma teoria geral dos sistemas que estabeleceram o pensamento sistêmico como um movimento científico de primeira grandeza. Com o forte apoio subsequente vindo da cibernética, as concepções de pensamento sistêmico e de teoria sistêmica tornaram-se partes integrais da linguagem cientifica estabelecida e levaram a numerosas metodologias e aplicações novas [...] (CAPRA, 1998, P.53).

Para tanto, Capra (1998) confirma que outro critério a ser considerado é a sua capacidade de deslocar a própria atenção de um lado para o outro entre níveis sistêmicos. A percepção do mundo vivo como uma rede de relações tornou o pensar em termos de redes, influenciando não apenas a visão de natureza, mas também a maneira como se fala a respeito do conhecimento cientifico. O universo material é visto como uma teia dinâmica de eventos inter- relacionados, nenhuma propriedade isolada dessa teia é fundamental, todasprecisam umas das outras e se todos os fenômenos estão interconectados, para explicar qualquer um deles é preciso entender todos os outros.

Numa abordagem sistêmica a família é vista como um sistema aberto em interações constantes com o meio, trocando energia, informação e material mutuamente. Portanto, algumas propriedades dos sistemas abertos são essenciais para a compreensão da organização e do funcionamento das famílias, sendo uma delas a mudança que ocorre em uma das partes que provocará mudanças nas demais e, por conseguinte, no sistema total (BERTALANFFY, 1968).

Assim, a lógica das mudanças implica em que o comportamento de cada pessoa influencia e é influenciado pelo comportamento de cada uma das outras pessoas pela troca consecutiva de informações que vão e vêm. Sendo que esses movimentos ocorrem no sistema familiar.

3. Família

A família foi e sempre será o padrão de referencia para todas as vivências do ser humano, ninguém aparece do nada.

Para Osorio (2002) não tem como definir a família, é possível descrevê- la através de sua estrutura ou modalidade que assume através dos tempos, não deixa de ser uma instituição cujas linhagens se voltam aos antepassados da espécie humana:

A origem etimológica da palavra “família” nos remete ao vocábulo latino famulus, que significa “servo” ou “escravo”, sugerindo que, primitivamente, considerava-se a família como sendo o conjunto de escravos ou criados de uma mesma pessoa (OSORIO, 2002, p.25).

Alguns autores segundo Osorio (2011) caracterizam a família com suas próprias definições, Escardó (1995) evidencia que a palavra família não nomeia uma instituição-padrão, fixa e invariável, através dos tempos a família muda suavemente e se constitui sobre princípios morais e psicológicos diferentes, Levi Straus (1958) afirma a relação tripé: aliança (casal), filiação (pais e filhos) e consanguinidade (irmãos) e para Pichon-Riviére (1981) a família proporciona a definição e a conservação das diferenças humanas, são os papéis distintos e básicos de pai, mãe e filho.

Algumas teorias se baseiam nas funções biológicas outras nas funções psicossociais, sendo os papéis paterno e materno os estruturadores do grupo familiar.

A família que tem diversas funções acaba passando por mudanças que correspondem às mudanças da sociedade que tem assumido ou renunciado às funções de proteção e socialização de seus membros em respostas às necessidades da cultura. As funções da família atendem dois objetivos diferentes: o primeiro refere-se ao interno, ou seja, a proteção psicossocial de seus membros; o segundo refere-se ao externo, que é acomodação a uma cultura e a transmissão desta cultura. Ainda assim, mesmo tendo que mudar conforme a sociedade “pede”, a família continua fiel ao conjunto de valores que recebeu (MINUCHIN, 1982).

Minuchin & Fishman (1990) confirmam as mudanças que a família deve estar articulando. Para ambos a família não é uma entidade estática. Está em processo de mudança contínua. A família é sujeita às demandas para a mudança, vindas tanto de dentro do contexto familiar como de fora do contexto social. A família é um grupo natural que através dos tempos tem elaborado exemplos de interações. Estes exemplos são os padrões que constituem a estrutura familiar, que administra o funcionamento dos membros da família.

3.1 Estrutura familiar

Segundo Minuchin (1982, p.57) “estrutura familiar é o conjunto invisível de exigências funcionais que organiza as maneiras pelas quais os membros da família interagem”.

Então, Piszezman (2006 apud CERVENY, 2006) acrescenta dizendo que a família é um sistema que atua através de padrões transacionais. As operações repetidas estabelecem um padrão

transacional. A estrutura de uma família é única, assim como a personalidade de cada individuo.

Minuchin (1982) afirma que os padrões transacionais que regulam o comportamento dos membros da família são mantidos por dois sistemas de repressão, sendo primeiro aquele universal que governa a organização da família, ou seja, deve existir uma hierarquia de poder, entre pais e filhos devem existir diferentes níveis de autoridade, já o segundo é o idiossincrásico [1], que envolve as expectativas mútuas de membros específicos da família.

Quando ocorre alguma mudança nos padrões da família ela deve ser capaz de se adaptar, a família na verdade deve responder às mudanças internas e externas, deve ser capaz de se transformar de maneira que atendam as novas circunstancias. Para que o funcionamento da família consiga se transformar o sistema familiar foi divido em subsistemas: subsistema conjugal (casal); subsistema parental (pais) e subsistema fraternal (irmãos) (IBID., 1982).

Esses subsistemas devem ter regras que definem quem participa e como, são as chamadas fronteiras e sua função é de proteger a diferenciação do sistema. Para o funcionamento apropriado da família, as fronteiras devem ser nítidas, a nitidez das fronteiras dentro de uma família é uma fonte favorável para a avaliação do funcionamento familiar. Quando ocorre aumento de preocupações na família, esta começa ficar anuviada, ou melhor, fica difusa e pode precisar de recursos para se adaptar e mudar. Outras famílias podem desenvolver fronteiras rígidas, onde a comunicação se torna difícil e as funções protetoras dessa família ficam prejudicadas (MINUCHIN, 1982).

Devido à pressão exercida tanto interna como externa proveniente de um movimento de alteração no sistema familiar, poderá ocorrer um estresse na relação de um com o outro.

3.2 Mudanças no Ciclo de Vida Familiar

A perspectiva do ciclo de vida familiar vê os sintomas e as disfunções em relação ao funcionamento desenvolvimental da família. O ciclo de vida individual acontece dentro do ciclo de vida familiar, que é contexto primário do desenvolvimento humano. As mudanças drásticas nos padrões de ciclo de vida fazem com que seja oferecida uma atenção maior para esta perspectiva.

Para Carter e McGoldrick (1995, p.8), “o estresse familiar é geralmente maior nos pontos de transição de um estágio para o outro no processo desenvolvimental familiar,[....].” Portanto é necessário ajudar os membros da família a se reorganizarem, de modo a poderem prosseguir seu desenvolvimento. São classificados em estágios os ciclos de vida familiar: jovens adultos solteiros, o novo casal, famílias com filhos pequenos, famílias com adolescentes, lançando os filhos e seguindo em frente e famílias no estágio tardio da vida.

As mudanças nos padrões de ciclo de vida familiar aumentaram muito, por causa de um índice menor de natalidade, expectativa de vida mais longa, mudança no papel feminino e ainda o crescente índice de divórcio e recasamento. Essas mudanças tornam mais difíceis a tarefa de definir o ciclo de vida familiar “normal”. Uma porcentagem sempre crescente da população está vivendo junto sem casar, e um número crescente está tendo filhos sem casar, mais de 6% da população é homossexual, a estimativa é que mulheres jovens jamais casarão, outras jamais terão filhos, mais de 50% dos casais terminarão com divórcio, além de muitas outras situações que saem desse padrão anteriormente solidificado, fazem com que seja deixado de lado o apego aos antigos ideais, existem sim uma mudança no ciclo de vida familiar. (IBID, 1995).

Todos os relacionamentos familiares no sistema estão diretamente ligados do seu estágio anterior para o posterior.

3.3 Arranjos e Configuração Familiares

Segundo Cerveny e Berthould (1997 apud WAGNER, 2002), o aparecimento de novos arranjos familiares, surgiu a cargo da disposição humana de superar situações difíceis, e buscar novamente o equilíbrio, os novos arranjos diferem de aquele modelo nuclear formado pelo pai, mãe e o filho de um único casamento.

Com a constituição de um novo arranjo familiar, Wagner (2002) explica que novas palavras surgiram para nomear esses membros que vão se inserindo para construção de uma nova família, como madrasta, enteado, companheiro, tudo para dar vínculo entre as pessoas, que não tem o mesmo grau de sanguinidade familiar.

Muitas foram as mudanças, surgindo novos arranjos, mas os valores aprendidos, o desejo em construir uma família isso não vai ser modificado. Tanto é que segundo Goldani e Verdugo Lazo (2004 apud LAVINAS e NICOLL, 2006), nos últimos 30 anos as famílias brasileiras quase triplicaram de número, porém o tamanho médio delas se reduziu (de 4,9 para 3,5 pessoas) e suas condições de vida melhoraram.

Segundo esses mesmos autores, houve uma diminuição importante no número de famílias biparentais com filhos e um crescimento das famílias monoparentais (chefe sem cônjuge) com filhos; observa-se também uma progressão importante das famílias unipessoais e na família chamada de canguru, ou seja, filhos adultos independentes e que preferem a mordomia da casa dos pais. Confirmando-se assim que a família pode ser bem diversificada e que a possibilidade de acabar é longínqua.

3.4 Família moderna

Como diz Osorio (2002) as separações conjugais vêm sendo responsáveis pela emergência de uma mutação familiar.

As reconstruções familiares acarretam, obviamente, mudanças significativas no campo relacional familiar, provocando a emergência de situações sem precedentes, para as quais não há experiências prévias na evolução da família que possam servir de referencia para balizar o processo de assentamento sociocultural dessas novas formas de convívio familiar (OSORIO, 2002 p.70).

Coincidência de direitos, deveres e opção entre os sexos é o embasamento das modificações pelo qual passa a família contemporânea.

Nos tempos atuais não é mais possível contar com apenas o modelo familiar nuclear, uma das alterações está representada pelo fato de interdição e limites não serem mais consideradas funções ligadas ao sexo paterno. Na verdade, a noção de sexo vem perdendo espaço para os domínios de gênero, criando as condições psicossociais para a aceitação e o reconhecimento oficial da família homoparental e das diversas outras configurações familiares (NICOLETTI, 2011).

Considerando a forma da construção das novas famílias sejam elas de heterossexual ou homossexual, esta continuará sendo a base para o desenvolvimento dos seus membros, é na família onde se vivem as emoções mais claras e definidas da experiência humana, principalmente no que tange a relação entre pais e filhos.

3.5 Relações Pais e Filhos

Quando se faz a pergunta de como é a relação de pais e filhos vem logo ao pensamento a palavra conflito entre gerações, como evidencia Osorio (2002) não há como evitar conflitos no convívio humano. O que pode ser feito é reduzir ao mínimo possível as tensões existentes entre pais e filhos porque ambos têm direitos e deveres:

Essas tensões poderão ser abrandadas na medida em que os pais deixem de usar os filhos como instrumentos de suas realizações pessoais e estes, por sua vez, possam compreender que são a consciência viva da finitude de seus pais, ou seja, que o simples fato de estarem se tornando adultos comprova a inevitabilidade da velhice e morte dos pais, o que gera neles intensas e nem sempre reconhecidas ansiedades existências [...] (OSORIO, 2002 p. 83).

Quando há uma boa relação entre pai e filho não vai existir nenhuma relação de domínio e sim de responsabilidades quando necessário. Os filhos são seres com identidade própria, ou seja, com vontade própria, eles têm uma cota de livre-arbítrio que foge do controle e manipulação dos pais, assim estes (pais) não podem se responsabilizar por todos seus atos, pensamentos ou modo de sentir. Outro fator presente na relação pai e filho é o de culpa, e os pais de hoje em pleno século XXI, estão tentando se livrar dessa culpa institucionalizada pela geração anterior que dizia que o elemento para formação do caráter filial lhes seria a culpabilidade pelas suas atitudes e ações (Iibd., 2002).

[...] ao se declararem culpados pelo que está acontecendo aos filhos, ou até pelo que lhes possa acontecer no futuro, em nada os pais estão ajudando os filhos nas suas agruras evolutivas, cuja responsabilidade é dos próprios filhos tanto quanto dos pais e da sociedade. Da própria vida, enfim, com todas as vicissitudes que lhe são inerentes. A culpa paralisa. Pais culpados geralmente deixam de funcionar como adequados recipientes para as ansiedades dos filhos; acabam por incrementar suas sensações de confusão e desamparo antes às dificuldades de seu momento evolutivo (OSORIO, 2002, p. 85).

Os filhos podem ter dificuldades evolutivas para alcançar a maturidade, quando os próprios pais não conseguem fazer a ponte entre mostrar ao mundo o filho que gerou (cresça) e a perda do controle de seus destinos (não cresça). Muitos pais sentem-se angustiados pelo crescimento dos filhos em uma sociedade cercada de famílias em conflitos, disfunção político-econômicas, guerras e outros fatores que geram insegurança, e isso faz com que os filhos não possam exercer as ditas funções adultas (IBID., 2002).

As diversas condições que os pais são expostos diante dos filhos, demonstram que estes nunca serão perfeitos e nem os filhos serão perfeitos, porque na verdade perfeição não existe e depois sempre vai aparecer alguém para apontar as falhas, os erros. Para tanto os pais devem estar preparados, porque as suas dificuldades serão mostradas pelos próprios filhos (ROSSET, 2003).

Ser pai ideal e mãe ideal é uma empreitada impossível, pois todos os pais deixam a desejar de alguma maneira. Mas ainda assim é possível existir uma troca, quando se ensina se aprende e enquanto se aprende se ensina. Portanto os pais devem estar preparados para alguma situação atípica no seio familiar e não pensar que essas situações poderão desestabilizar a família, mas poderá ocorrer um crescimento mútuo.

4. Homossexualidade

4.1 Conceito e Característica do Homossexual

Antes da palavra homossexualidade criou-se a palavra homossexualismo que no século XIX surgiu para designar a conduta “desviante” e “perversa” entre as pessoas do mesmo sexo (FURLANI, 2007).

Homossexualismo é uma palavra híbrida [2], formada pela fusão de três radicais de origem linguística distinta: 1, do grego, homo = “igual, semelhante, o mesmo que”; 2. Do latim, sexus = sexo; 3. Do latim, ismo = “próprio de”, “que tem natureza de”, “condição de”. O sufixo ismo serviu para reforçar o moralismo da época, além da patologia e até mesmo certa forma de crime que existisse nas relações entre as pessoas do mesmo sexo. Foi a partir do século XX que o termo homossexualidade passou a ter um significado mais adequado, que passou a significar “modo de ser”, pois começou a desaparecer as sintomatologias de outras épocas e percebeu-se uma possibilidade de homens e mulheres viverem seus amores e encantos (FURLANI, 2007).

Furlani (2007, p.158) mostra que muitas foram as pesquisas realizadas tentando explicar a origem biológica da homossexualidade, mas não se chegou há nenhuma conclusão científica definitiva. “Uma das tentativas atuais de explicação da orientação sexual é a ideia de que hormônios atuariam ao nível embrionário, no cérebro (na região do hipotálamo)”, tal possibilidade compõe apenas como suposição.

Embora possa estar crescendo dia a dia as possibilidades das pessoas viverem uma vida digna sem serem apontadas pelas suas diferenças, ainda percebe-se um desconforto na aceitação do que é diferente do que foi aprendido pelo moralismo.

4.2 Identidade e Gênero

Poderá ser considerado através da observação e do conhecimento das diferenças sexuais que a sociedade criou ideias sobre o que é um homem e o que é uma mulher, o que é masculino e o que é feminino, ou seja, as chamadas representações de gênero.

Quando se fala em sexo estamos nos referindo aos aspectos físicos, biológicos do macho e da fêmea, quando falamos em masculino e feminino estamos nos referindo a gênero. Quando se fala em gênero, a referência é à construção cultural das identidades feminina e masculina, do ser mulher e do ser homem. A identidade de gênero consiste, pois, “[...] no quanto a pessoa diz ou faz para indicar aos demais ou a si mesma o quanto é homem, mulher ou ambivalente” (FAGUNDES, 2001apud FAGUNDES 2010, p. 2).

Segundo Scott (1995, apud ANJOS, 2000) o conhecimento de gênero é entendido como afinidades estabelecidas a partir da percepção social das diferenças biológicas entre os sexos. Para Bourdieu (1999 apud ANJOS, 2000, p.275) “essa percepção, por sua vez, está constituída em planos classificatórios que opõem masculino/feminino, sendo esta oposição similar e relacionada a outras: forte/fraco; grande/pequeno; acima/abaixo; dominante/dominado”.

Para Grossi (1998, p.4), “não existe uma determinação natural dos comportamentos de homens e de mulheres, apesar das inúmeras regras sociais calcadas numa suposta determinação biológica diferencial dos sexos”. A ciência aprendida desde a escola reflete os valores construídos no Ocidente desde o final da Idade Média, que apontam apenas uma parte social: a dos homens, brancos e heterossexuais.

Gênero seria, então, um sinônimo da palavra sexo, não; quando se fala de sexo, refere-se apenas a dois sexos: homem e mulher ou macho e fêmea. Estas questões levam todos a refletir sobre a problemática da homossexualidade.

O fato é que as pressões sociais, dizem muito mais que os próprios desejos de realizações.

4.3 O Homossexual na História

A homossexualidade é um fato remoto na história e segundo Avallone (2008) a homossexualidade, assim como a família é um fenômeno que ocorre desde os primórdios da humanidade, desde os povos mais selvagens e da civilização mais primitiva já ocorria a prática homossexual. A homossexualidade é interpretada e explicada de diversas maneiras, e apesar de não se admitir abertamente a sua existência também jamais se ignorou o fato.

As relações homossexuais no mundo grego eram apresentadas como a introdução de jovens homens na vida pública, tratava-se da forma como eles deixavam sua condição infantil e assumiam a masculinidade e o mundo adulto.

Para Souza (2001), a pratica homossexual entre os homens na Grécia era tida como natural, ou seja, era considerada como a prática entre os casais heterossexuais, mas os senhores é que escolhiam seus escravos e estes seriam os “passivos” da relação, jamais o senhor se submetia como passivo, pois seria definitivamente degradante.

A configuração nas relações homossexuais mudou radicalmente na Idade Média, época do domínio da Igreja Católica sobre governos, cultura e pensamento. O cristianismo avaliou a homossexualidade uma aberração, um extraordinário pecado. Alguns estudos de teólogos modernos informam que as praticas sexuais entre os hebreus eram realizadas somente com a finalidade de continuar a espécie humana, não se considerava o prazer e não se poderia desperdiçar o sêmen. (GIORGIS, 2001)

No século XIX, com a cerimônia de uma fala cientificista, a ideia de homossexualismo como pecado passa para a concepção de doença. É nessa fase que se troca o sufixo “ismo” (doença) por “idade” (modo de ser) (RIOS, 2001, apud YANAGUI, 2005).

As transformações que decorrem a partir daí vem dando espaço aos homossexuais, estes não são mais os doentes, mas passam a ser vistos como seres humanos que tem o direito em escolher ser o que vai fazê-lo feliz, apesar de terem que ser amparados pela Lei da Anistia Internacional de 1991 que considera a proibição da homossexualidade como uma violação dos direitos humanos.

4.4 O Homossexual na Sociedade Atual

Falar sobre sexo no seio familiar ainda é visto como tabu como já foi mencionado, mas os jovens de hoje conseguem ter uma liberdade de expressão no seu meio, ou seja, com outros jovens e para eles não existe uma dificuldade maior em dizer que é homossexual, está acontecendo uma tolerância entre os adolescentes.

Segundo Rogar e Bortoloti (2010), uma pesquisa realizada pelas universidades estaduais do Rio de Janeiro (UERJ) e de Campinas (Unicamp) mostra os números: aos 18 anos, 95% dos jovens já se declararam gays. A maior parte, aos 16 anos. Na geração exatamente anterior a revelação pública da homossexualidade ocorria em torno dos 21 anos. A naturalidade com que os jovens conseguem expor sua sexualidade está mais aberta (no seu circulo de amizades), mas ainda ocorre a situação de não serem totalmente aceitos sem discriminação. Pois não se pode dizer que o preconceito desapareceu, ele continua em alguns meios, mas o importante é que se alguém demonstrar de alguma forma seu preconceito este vai ser condenado pela maioria. Os meninos e meninas falaram que a notícia aos pais sobre sua sexualidade continua a causar a dor da decepção, muitos tendem a falar primeiramente para mãe com medo de uma reação violenta do pai.

Para esses adolescentes a homossexualidade não é algo negativo como era visto em outros tempos, seria necessário apenas mudar a forma de pensar de algumas pessoas mais apegadas às tradições culturais aprendidas de que o homossexual é um ser diferente. É bom pensar que a juventude pode estar mudando e enredo dessa história.

Está acontecendo o reconhecimento que a homossexualidade não é mais algo negativo, ou você aceita e assume ou vai ter que viver escondido atrás de uma máscara porque o preconceito faz mal.

4.5 Como se dá o Preconceito, como é o Preconceito contra o Homossexual.

A aparição do preconceito é individual e parte da constituição deste individuo ser responsável por desenvolver ou não o preconceito.Segundo Crochik (2006), o preconceito surge em resposta aos conflitos da luta que envolve socialização, quanto ao desenvolvimento da cultura de cada individuo. O individuo preconceituoso pode selecionar diversos objetos ou pessoas como os judeus, os negros, o homossexual etc., como alvo de sua rejeição, isso demonstra uma forma de atuação desenvolvida por ele, independente das características dos objetos alvos de preconceito, mostra que o preconceito está relacionado às necessidades do preconceituoso do que às características de seus objetos.

As ideias sobre o objeto do preconceito não surgem do nada, mas da própria cultura, como a experiência e a reflexão são as alicerces da composição do individuo, sua ausência caracteriza o preconceito (IBID., 2006).

Segundo Freud (1975 apud CROCHIK. 2006 p.17), “o medo frente ao desconhecido, ao diferente, é menos produto daquilo que não conhecemos, do que daquilo que não queremos e não podemos reconhecer em nós mesmo por meio dos outros”.

Então a dificuldade de lidar com determinada situação acaba por gerar o preconceito, é mais fácil rejeitar o outro (pessoa ou objeto) do que enfrentar ou reagir, rejeitando a pessoa consegue deixar longe de si algo que a incomoda por falta de um conhecimento maior. Crochik, (2006 p.17) evidencia que “Quanto maior a debilidade de experimentar e de refletir, maior a necessidade de nos defendermos daqueles que nos causam estranheza”. Portanto a defesa não deixa de gerar o preconceito.

O preconceito hoje é visto de uma forma mais branda, a mídia está fazendo o papel de mostrar que a homossexualidade pode ser mais aceitável. Mas Cigagna mostra:

As pessoas, de forma geral, “aceitam” a homossexualidade, desde que não aconteça no seu meio familiar, no seu meio de trabalho, no seu meio social! E mais, têm sempre a esperança de vê-los “curados”!!! Encaram a atividade homossexual como uma doença que pode ser estirpada! Poucos são os heterossexuais que realmente aceitam o fato de existir outra preferência no campo sexual. Em função disso, inúmeros homossexuais chegam aos consultórios para tentar uma transformação, uma modificação no seu modo se ser, de sentir amor, de sentir desejos. Fazem isto para agradar a família [...] (CIGAGNA, 2002 p.20).

Na verdade é necessário a autoaceitação que vem antes de qualquer atitude que procure a aceitação exterior.

Isso faz com que se reflita que a felicidade não está relacionada com a orientação sexual, pois mesmo nos casamentos heterossexuais há possibilidades de inseguranças e infelicidades.

O respeito mútuo faz com que as pessoas vivam harmoniosamente, sem distinção de raça, cor, ou qualquer outra forma que venha separar essas pessoas.

5. Metodologia

A pesquisa baseou-se no método de estudo de campo que, segundo Gil (2002), se inicia pela caracterização da elaboração do projeto inicial, exploração preliminar, formulação do projeto de pesquisa, pré-testes dos instrumentos e procedimentos de pesquisa, coleta de dados, análise do material e redação do relatório.

Para responder a questão problema levantada nessa pesquisa: qual é a reação dos pais quando ficam sabendo que tem um filho (a) homossexual? Foram entrevistadas 03 (Três) mães e um casal de pais que tem um filho (a) homossexual. A intenção foi a realização da entrevista com pais de filhos (as) de distintas idades e diferentes épocas em que estes ficaram sabendo da homossexualidade dos filhos (as), para uma amplitude de respostas, pois poderiam ocorrer

diferentes concepções acerca da natureza da homossexualidade do filho (a), contextualizando assim às diferentes épocas.

O processo de seleção de escolha de uma família da população para participar da amostra obedeceu aos seguintes critérios de representação: casais de pais ou um dos genitores da região norte de Santa Catarina e/ou Sul do Paraná que tenham um filho (a) homossexual.

O convite para a participação voluntária foi feito ao casal de pais ou um dos genitores pelo filho homossexual destes, utilizando-se a técnica de “bola de neve”, este método permite a definição de uma amostra através de referências feitas por pessoas que compartilham ou conhecem outras que possuem as características de interesse da pesquisa. (BIERNACKI E WALFORD, 1981 apud LOPES E COUTINHO, 1999).

Os dados coletados foram reproduzidos textualmente na íntegra, analisados e relacionados à fundamentação Teórica baseados na Psicologia Sistêmica.

Todas as informações fornecidas mediante o exercício da entrevista são confidenciais, a identidade dos entrevistados foi mantida em sigilo e os dados obtidos foram utilizados, única e exclusivamente, para fins acadêmicos.

6. Apresentação e Análise dos Dados

A análise das informações obtidas através de entrevista semi- estruturada, com pais que tem um filho (a) homossexual, teve como aporte teórico a Abordagem Sistêmica Familiar. As informações foram separadas por categorias com as questões fundamentais, visando responder o problema de pesquisa: Conhecendo a dinâmica familiar de famílias com homossexual; Nuances da relação pais e filhos; Pais e filhos: sentimentos e reações e Pais com filhos homossexuais: percepções e mudanças que acontecem.

6.1 Conhecendo a Dinâmica Familiar de Famílias com Homossexual

A família é o aporte para os membros se desenvolverem e interagirem entre si, norteia cada um de seus membros, é um grupo natural com diferenças, mas que parte para a evolução, passando por cada ciclo de vida, e a partir do seio familiar de convivência se torna mais complexa e desafiadora, sendo necessária entendê-la para evitar prejudicar o funcionamento familiar.

Segundo Minuchin & Fishman (1990) a família pode mudar e adaptar-se conforme o momento e a necessidade, sua estrutura é acomodada pelas afinidades dentro de um preceito único e aberto a novas formulações e ajustamentos, rebatendo as necessidades de mudanças de cada membro do sistema, igualmente ao grupo como um todo.

Nas famílias das quais os pais foram entrevistados, observou-se que há momentos de dificuldades e momentos prazerosos, e que é através dessas experiências que conseguem os ajustamentos para que a família tenha continuidade, os momentos bons trazem a repetição e os momentos difíceis trazem conhecimentos para os enfrentamentos que se fizerem necessários. As mães entrevistadas demonstraram que aconteceu uma mudança relevante na relação com os filhos (as) a partir do momento em que souberam da opção sexual deste, relataram que passaram a amar mais seus filhos (as).

Percebe-se no funcionamento de todas as famílias um sentimento de pertencimento muito evidente, um apego entre os familiares, principalmente das mães com o filho homossexual, isso nos remete ao chamado subsistema com padrão emaranhado.

Os membros de subsistemas, ou famílias emaranhadas, podem ser prejudicados no sentido que o sentimento incrementado de pertencimento requer uma máxima renúncia de autonomia. [...] a família emaranhada responde a qualquer variação do habitual, com excessiva rapidez e intensidade (MINUCHIN, 1982, p.60).

Mas é possível notar também que essas famílias foram se adequando às mudanças quando as circunstâncias pediram, sem perder a continuidade, que é a referência para seus membros.

Minuchin (1982) diz que as mudanças acontecem da unidade menor para a maior, as famílias mudam à medida a sociedade muda.

Percebe-se a necessidade de tomar consciência de que uma família com filho homossexual tem que fazer algumas mudanças naquilo que veio sendo cultivado de uma tradição heterossexual, pois sabe-se que um filho homossexual vai trazer para dentro de casa um namorado e não uma namorada, e que os planos de casamento fogem do tradicional.

Acredita-se que isso mantém fiel o homem a um conjunto de valores, mas que pode ser quebrado a qualquer momento para poder refazer a estrutura familiar adequada àquele momento. Verificou-se que as famílias entrevistadas de um modo geral foram se adequando às necessidades, elas por si só num primeiro momento sentiram uma dificuldade em elaborar algo que não pertencia a sua dinâmica, mas com a convivência tudo foi se acomodando e o que era diferente já não é mais, faz parte de suas vidas e segue naturalmente.

Osorio (2002) confirma que o padrão de relacionamento se estabelece através de laços que atam afetuosamente as criaturas humanas são os laços do bem-querer. O ato do bom relacionamento está presente nas famílias das quais estão sendo discorridas, percebe-se a visibilidade do que assegura uma relação harmoniosa é a troca desse bem-querer tanto dos pais para com os filhos e reciprocamente.

Ser pais requer uma doação equilibrada, e somente conhece esta doação quem se torna pai ou mãe, pois os cuidados do bom relacionamento que aparece nas falas dos sujeitos demonstra que isso acontece no decorrer da criação, haja vista, que não existe um manual de como ser pai e mãe, pois cada família é diferente da outra apesar dos vínculos entre pais e filhos serem bem fortes.

6.2 Nuances da Relação Pais e Filhos

Percebendo a vivência das famílias se faz necessário algumas considerações sobre a relação dos pais e filhos, os quais foram entrevistados.

Para Osorio (2002 p.83):

Não há como se evitar conflitos no convívio humano porque premissas diferentes geram, inevitavelmente, confrontos e, como diz o ditado “cada cabeça uma sentença”. O que é viável, contudo, é reduzir ao mínimo possível as tensões existentes entre pais e filhos pelo mútuo reconhecimento dos direitos e deveres de cada um. Por outro lado, essas tensões poderão ser abrandadas na medida em que os pais deixem de usar os filhos como instrumentos de suas realizações pessoais e estes, por sua vez, possam compreender que são a consciência viva da finitude de seus pais [...].

Analisando as entrevistas percebeu-se como a afinidade entre pais e filhos era tida como normal antes de saber da homossexualidade desse filho (a), mas que após houve uma quebra nessa relação em uma das famílias onde o pai não aceitou a filha pela sua opção sexual. Como já foi salientado, há uma dificuldade momentânea de elaborar uma situação não esperada pelos pais, pela própria falta de experiência por nunca ter vivenciado algo que sai do tradicional.

A relação entre pais e filhos está alienada no olhar a família sistemicamente, onde todos se influenciam reciprocamente independentemente da idade. Rosset (2003, p.14) explica:

Se acredito que não tem certo e errado pré definido, vou treinar isso no dia a dia com os filhos [...]. Se sei que não existem vítimas e bandidos, vou olhar as situações com novos olhos, e ao invés de crer que meu filho me sacaneia, ou que eu estou sacrificando-o vou poder enxergar como nós estamos construindo essa história em conjunto [...]. Se compreendo que tudo é uma questão escolhida e o que faz a diferença é o nível de consciência dessas escolhas vou direcionar nossa relação de forma a facilitar a tomada de consciência e de responsabilidades tanto minha como dos filhos que estou preparando para a vida.

É necessário ter uma visualização diferenciada dos valores familiares para poder ter essa tomada de consciência citada pela autora, pois nas entrevistas percebeu-se que as famílias eram bem tradicionais, mas quando consideraram que não poderiam mudar o que já existia é que conseguiram não deixar desestruturar uma família que poderia seguir rumos bem diferentes, é necessário que pais e filhos se mostrem cúmplices no seu modo de agir.

Segundo Minuchin (1982), existem fases na evolução natural da família que pedem uma negociação de novas regras familiares, novos subsistemas devem surgir e novas séries de caracterização devem ser esboçadas. E tais conflitos que aparecem servem para o crescimento de todos os membros da família.

A relação entre os irmãos, no inicio foi difícil, veio a cobrança caracterizada pela falta de confiança, mas quando se pergunta como está a relação entre os irmãos no momento as respostas foram unanimes em dizer que todos se dão muito bem, os irmãos conseguem fazer uma troca de aprendizados entre eles que pode levá-los a se amarem e/ou se odiarem, mas esta relação permanecerá. Aparece nessa situação entre os irmãos de forma bem clara o Holon fraterno, onde os irmãos formam o primeiro grupo de companheirismo. Dentro desse conjunto existe um apoio mútuo, eles se divertem; se atacam; se tomam de bode expiatório e comumente aprendem uns com os outros (MINUCHIN & FISHMAN, 1990).

Descrevendo aqui como é a formação dessas famílias e como se dá a relação entre eles, foi possível observar de um modo geral que as famílias são ligadas por crenças e valores vindos de outros tempos, mas quando alguma diferença aparece porque não seria possível indicar um sujeito com plena perfeição, todas as famílias de certa forma conseguiram se manter estáveis.

Minuchin (1982) mostra que a família apresenta três aspectos:

Primeiro, a família se transforma através do tempo, se adaptando e se reestruturando, de maneira a continuar funcionando [...]. Segundo, a família tem uma estrutura, que pode ser observada somente em movimento. São preferidos certos padrões, que são suficientes em resposta às exigências costumeiras [...]. E finalmente, uma família se adapta ao estresse de uma maneira que mantenha a continuidade familiar, embora tornando possível a reestruturação [...] (MINUCHIN, 1982, p.69).

Ficou visível que a formação familiar com um filho homossexual é igual às chamadas habituais, e a relação entre pais e filhos passa por um amadurecimento que a deixa mais coesa e com um sentimento de pertencimento mais forte, dando uma estabilidade para o sistema.

6.3 Pais e Filhos: Sentimentos e Reações

Falar da reação e dos sentimentos dos pais quando ficam sabendo da homossexualidade do filho (a) não deixa de trazer grandes emoções, Rosset (2003) já dizia que a partir do momento que os filhos nascem eles já estão sob a influência dos pensamentos, das emoções e dos sentimentos dos pais, quer seja consciente e também do que não se tem consciência. As famílias entrevistadas relatam como aconteceu a primeira reação quando ficaram sabendo da homossexualidade de seus filhos, observa-se que acontece primeiramente uma atitude de desconfiança, no sentido de que está acontecendo alguma coisa com meu filho (a) que não era planejado, e as reações podem ser de choro intenso, pode ser um choque, pode ser de culpa, mas pode acontecer de não demonstrar nenhuma reação, se pensar: “tudo bem se o filho é homossexual”, a vida continua.

Para Rosset (2003) há uma dificuldade dos pais de elaborar quando um filho não sai como o idealizado porque a maioria dos pais acredita que seus filhos devam sair àquilo que foi planejado como o filho perfeito.

Osorio (2011, p.23/24) aponta “que é a família o laboratório de experimentação e analise critica dessa nova moral sexual emergente”, vai ser necessário vivenciar as situações para saber como lidar com isso.

Segundo Satir (1980, p.154) “os seres humanos são limitados somente pela extensão de seus conhecimentos, dos modos de compreenderem a si mesmos e de sua habilidade de se ‘compararem’ a outros”.

E demonstrando também, que nem sempre as reações são temíveis a princípio, tivemos uma mãe dizendo que não teve nenhuma reação além da preocupação de seu filho se envolver com pessoas inadequadas, sendo de fato uma preocupação da maioria dos pais independente da opção sexual.

Rosset (2003, p.95) diz que “aceitar o filho tal qual ele é, é uma forma de aceitar e assumir as suas próprias competências e incompetências reais.” É exatamente isso que esta mãe proporcionou ao filho “eu te aceito”, “eu confio em você”, demonstrou com isso que acredita que cada um deve assumir as responsabilidades pelas suas escolhas, e ainda como forma de demonstrar que não ocorreu diferença de relacionamento entre mãe e filho, ela recebeu e acolheu o namorado do filho como se já fizesse parte da família.

Osorio (2002) afirma que as mudanças mais significativas no comportamento humano estão no seio da família e não fora dela, e isso é perceptível nos relatos desses pais quando não escondem seu espanto e surpresa sabendo da homossexualidade de um filho, cada uma delas do seu jeito conseguiu se adequar e amadurecer seus conhecimentos para manter a integridade da família.

Assim, de um modo geral pode-se confirmar que a reação e os sentimentos presentes nas falas da maioria dos entrevistados aconteceram de forma negativa num primeiro momento, e que é necessário um tempo para se elaborar essa diferença entre ser heterossexual e homossexual.

A homossexualidade é interpretada e explicada de diversas maneiras, e apesar de não se admitir abertamente a sua existência, também jamais se ignorou o fato. As pessoas entenderiam com mais naturalidade se tivessem um conhecimento mais amplo e mais aberto sobre a homossexualidade, e a aceitação de um filho (a) com essa opção sexual na sua família de origem tanto quanto na família estendida, não geraria nenhum tipo de sofrimento nem de constrangimento.

Para pais e filhos é preciso perceber que apesar de uma decepção inicial, existe amor entre eles, e que a tristeza pode ser uma preparação emocional; o início de um novo tipo de relacionamento, provavelmente, muito mais verdadeiro e amadurecido.

6.4 Pais Com Filhos Homossexuais: Percepções e Mudanças que Acontecem

A família pode ter dificuldades em proporcionar a um filho (a) homossexual uma sensação de acolhimento que convencionalmente essa instituição deveria gerar, pois são situações novas que precisam ser organizadas para um entendimento.

Foi possível observar que as famílias entrevistadas tiveram cautela e conseguiram se reorganizar, sabendo que alguns fatores diferentes iriam acontecer depois que souberam da homossexualidade do filho (a), quando do namoro ou casamento desse filho (a) não vai ser um casal chamado de convencional que irá participar dessa família e que a maioria dos colegas de seus filhos também será homossexual e que deverão acolhê-los pensando na felicidade desse filho (a). Percebeu-se que estes pais não chegaram ao extremo de rejeitar o filho (a), mas sim foi necessário um tempo para que tudo se colocasse em seu devido lugar.

Leia mais sobre o tema em: http://artigos.psicologado.com/psicologia-geral/sexualidade/pais-com-filho-a-homossexual-e-agora-como-lidar-com-isso


Câncer

Câncer
A palavra câncer vem do grego karkínos, que quer dizer caranguejo  e foi utilizada pela primeira vez por Hipócrates, o pai da medicina , que viveu entre 460 e 377 a.C. 
O câncer não é uma doença nova. O fato de ter sido detectado em múmias egípcias comprova que  ele já comprometia o homem há mais de 3 mil anos antes de Cristo. 
Atualmente, câncer é o nome geral dado a um conjunto de mais de 100 doenças, que têm em comum o crescimento desordenado de células , que tendem a invadir tecidos e órgãos vizinhos. 
O crescimento das células cancerosas é diferente do crescimento das células normais. As células cancerosas, em vez de morrerem, continuam crescendo incontrolavelmente, formando outras novas células anormais. Diversos organismos vivos podem apresentar, em algum momento da vida, anormalidade no crescimento celular – as células se dividem de forma rápida, agressiva e incontrolável, espalhando-se para outras regiões do corpo – acarretando transtornos funcionais. O câncer é um desses transtornos. 
O câncer se caracteriza pela perda do controle da divisão celular e pela capacidade de invadir outras estruturas orgânicas.
O número de casos novos de câncer cresce a cada ano. Para 2012/2013, a estimativa do INCA é a ocorrência de 518.510 casos novos de câncer no Brasil.
A hora já chegou, precisamos fazer escolhas mais conscientes, alimentação, meio ambiente, relacionamentos, profissão e o controle do stress.
Reavaliar valores, comportamentos e se conscientizar que podemos evitar muito a vulnerabilidade para a doença, evitando assim muito sofrimento.
É nesse contexto que a psiconeuroimunologia pode fazer uma grande diferença para aqueles que tem esse diagnostico. Aprender a utilizar e melhorar sua função imune através de técnicas cognitivas e psiconeuroimunologicas.

Fonte: Ministério da Saúde
Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA)

Teresa cristina Maia Motta
Psicologa Clinica CRP-DF 1-7635

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Estudo identifica mutações que dão origem a câncer

Cientistas descobriram que cerca de 20 mutações genéticas são responsáveis pelos tumores mais comuns.

Pesquisa pode ajudar a desenvolver novos tratamentos contra o câncer. (Foto: BBC)

Cientistas anunciaram o que dizem ser um novo marco na pesquisa do câncer, após identificarem 21 mutações que estariam por trás da maioria dos tumores.

O estudo, que foi divulgado na revista 'Nature', afirma que estas modificações do código genético são responsáveis por 97% dos 30 tipos mais comuns de câncer.

Descobrir o que causa as mutações pode levar à criação de novos tratamentos.

Algumas dessas causas, como o hábito de fumar, já são conhecidas, mas mais da metade delas ainda são um mistério.

Durante o período de uma vida, células desenvolvem uma série de mutações que podem vir a transformá-las em tumores letais que crescem incontrolavelmente.

Origens do câncer

A equipe internacional de pesquisadores estava procurando as causas das mutações como parte da maior análise já feita sobre o genoma do câncer.

As causas mais conhecidas de mudanças no DNA, como a superexposição aos raios UV e o hábito de fumar, aumentam as chances de desenvolver a doença.

Mas cada uma delas deixa também uma marca única - uma espécie de assinatura - que mostra se foi o fumo ou a radiação UV, por exemplo, o responsável pela mutação.

Os pesquisadores, liderados pelo Instituto Sanger, do Reino Unido, procuraram por mais exemplos destas 'assinaturas' em 7.042 amostras tiradas dos 30 tipos mais comuns de câncer.

Eles descobriram que 21 marcas diferentes eram responsáveis por 97% das mutações que causavam os tumores.

'Estou muito animado. Esses padrões, essas assinaturas, estão escondidos no genoma do câncer e nos dizem o que está realmente causando o câncer em primeiro lugar - é uma compreensão muito importante', disse Sir Mike Stratton, diretor do Instituto Sanger, à BBC.

'É uma conquista significativa para a pesquisa sobre câncer, é bastante profundo. Está nos levando a áreas do desconhecido que não sabíamos que existiam. Acho que este é um grande marco.'

Mistérios

Outras marcas encontradas no genoma do câncer estavam relacionadas com o processo de envelhecimento e com o sistema imunológico do corpo.

As células respondem a infecções virais ativando uma classe se enzimas que modificam os vírus até que eles não funcionem mais.

'Acreditamos que quando ela (a célula) faz isso, há efeitos colaterais - seu próprio genoma se modifica também e ela fica muito mais propensa a se tornar uma célula cancerígena, já que tem uma série de mutações - é uma espada de dois gumes', diz Stratton.

No entanto, doze dessas marcas genéticas encontradas no genoma do câncer ainda estão sem explicação.

Espera-se que se algumas delas puderem ser atribuídas a fatores ambientais, novas formas de prevenir a doença possam ser desenvolvidas.

As dúvidas também podem fomentar novas pesquisas. Uma das causas desconhecidas das mutações cancerígenas acontece no neuroblastoma, um câncer em células nervosas que normalmente afeta crianças.

'Sabemos que fatores ambientais como o fumo e a superexposição aos raios UV podem causar modificações no DNA que podem levar ao câncer, mas em muitos casos nós não sabemos o que provoca as falhas no DNA', afirmou o professor Nic Jones, da instituição britânica voltada para pesquisa do câncer Cancer Research UK.

'As marcas genéticas encontradas nesse estudo fascinante e importante identificam muitos processos novos por trás do desenvolvimento do câncer.'

De acordo com Jones, entender o que causa esses processos pode levar a novas maneiras de prevenir e tratar a doença.

Fonte: BBC

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Cuba apresentará tratamento sem efeitos colaterais contra câncer

O grupo empresarial cubano Labiofam anunciou nesta quinta-feira (8) que trabalha em "novos peptídeos antitumorais" que podem revolucionar os tratamentos tradicionais contra o câncer, e convocou um simpósio em setembro para "compartilhar" seus resultados e tentar "acelerar" o desenvolvimento do produto.

diretor-geral do Labiofam, José Antonio Fraga, afirmou em entrevista coletiva em Havana que após 14 anos de pesquisas e estudos pré-clínicos o grupo concluiu que o efeito desses peptídeos (um tipo de molécula) obtidos por via biotecnológica "supera amplamente os produtos que existem hoje no mercado internacional".

A empresa diz ter resultados sobre o impacto de peptídeos para tratar o câncer em crianças como o glioma e os tumores cerebrais e do sistema nervoso central, assim como os cânceres de origem epitelial em adultos.

Em particular, o Labiofam destaca o desenvolvimento do peptídeo "RjLB-14", com "resultados impactantes" nos mecanismos de morte celular, já que só atua sobre as células malignas "sem efeitos colaterais", o que permitiria substituir o uso de citostáticos nos tratamentos.

Fraga explicou que nos estudos pré-clínicos realizados com ratos o uso desse produto foi "surpreendente", já que em nove dias de tratamento foi constatada uma redução de 90% do tumor, e em alguns casos o seu desaparecimento.

O diretor disse que não se trata de criar "falsas expectativas e informar algo que não está concluído" porque "os resultados pré-clínicos já fornecem evidências suficientes para comprovar e reafirmar a efetividade do tratamento em células humanas".

Segundo ele, o trabalho está na fase de pesquisa de toxicologia para se chegar ao produto final e solicitar em 2014 a realização de um teste clínico em humanos.

"Mas por que não acelerar, por que não trabalhar, por que não nos unirmos nesse trabalho?", questionou Fraga, ao anunciar a convocação do Labiofam para um simpósio internacional que acontecerá em Havana entre 18 e 20 de setembro.

O objetivo do Labiofam nesse evento será "compartilhar" e "multiplicar" seus resultados para "acelerar" o desenvolvimento de um produto que possa fazer frente ao problema das doenças oncológicas a nível mundial.

Nos últimos anos, os laboratórios do Labiofam trabalharam em outros projetos de tratamento contra o câncer a partir das propriedades do veneno de um escorpião cubano.

Atualmente, comercializam um produto homeopático chamado "Vidatox" que serve como complemento para tratar sintomas provocados pelos efeitos do câncer, além de aliviar a dor.

Em 2012, o câncer foi, pela primeira vez, a principal causa de morte em Cuba, responsável por 25% dos óbitos, superando doenças do coração e cerebrovasculares

Fonte: UOL

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CÂNCER 


Estudio en ratones


El intestino, un actor clave en la respuesta a la 'quimio'


Imagen de microscopio de la bacteria E. coli. CDC



Las bacterias del intestino pueden influir en la respuesta al tratamiento para el cáncer

Investigadores franceses recomiendan usar con cautela los antibióticos en estos pacientes

Las conclusiones se han obtenido únicamente en ratones y piden ensayos en humano

  • Nuestro sistema gastrointestinal es un actor clave en el sistema inmune, con decenas de miles de células defensivas 'alojadas' entre sus pliegues y listas para actuar en cualquier rincón del organismo. Esta semana, dos artículos publicados en la revista Science demuestran que la flora bacteriana que habita en nuestro aparato digestivo puede ser clave en la respuesta a los tratamientos oncológicos.

    Como explica a EL MUNDO el doctor Luis Rodrigo, jefe del servicio de Digestivo del Hospital Central de Asturias, las bacterias que se alojan en el intestino humano (la denominada microbiota) "tienen una gran influencia sobre todo tipo de procesos inflamatorios que ocurren en el organismo"; y eso también incluye al cáncer. Ambos trabajos demuestran, tal y como explica este catedrático de Medicina de la Universidad de Oviedo, que esa población de bacterias que puebla nuestro intestino puede jugar un papel clave en la regulación de la respuesta a los tratamientos contra el cáncer.

    En el primero de los trabajos, liderado por Noriho Iida, del Instituto Nacional del Cáncer de EEUU, se estudió a ratones cuya flora bacteriana había sido 'eliminada' (bien con un tratamiento a base de antibióticos o bien porque habían sido criados en un ambiente libre de gérmenes, en cuyo el cual su sistema inmune fue incapaz de desarrollarse). Cuando se les implantaron diferentes tipos de tumores de manera subcutánea, los investigadores observaron que la respuesta a la quimioterapa era menor que la de otros roedores cuya microbiota había permanecido intacta.

    Aunque en este trabajo se observó tanto la respuesta en animales tratados con inmunoterapia y con quimioterapia, en el segundo de los trabajos se eligió únicamente un quimioterápico clásico, muy habitual (la ciclofosfamida), para llegar a las mismas conclusiones. Como explica el doctor Rodrigo, la ciclofosfamida es "uno de los fármacos anticancerosos más importantes [se emplea en tumores de mama, cerebrales, linfomas...], cuya eficacia se debe, en parte, a su capacidad para estimular la respuesta inmune antitumoral". Es decir, como apunta por su parte su colega Francisco Guarner, jefe clínico del grupo de Fisiopatología Digestiva del Instituto de Investigación Vall d'Hebron, que "no actúa únicamente a nivel local [en la ubicación del tumor], sino también a nivel sistémico".

    De nuevo en modelos con animales, Sophie Vigaud y sus colegas del Instituto Nacional de la Salud fr

    Mindfulness

    Mindfulness

    Refere-se a uma “consciência sincera, de momento a momento, não julgadora” (Kabat – Zinn, 2005 pág. 24).

    Tirado da tradição budista, refere-se à capacidade de prestar atenção, no momento presente, a tudo que surgir interna ou externamente, sem  se emaranhar ou “enganchar” em julgamentos ou no desejo de que as coisas sejam diferentes. Praticar esse tipo de meditação é terapêutico porque ajuda a promover a aceitação da experiência interna e a diminuir a evitação. 

    A aceitação não implica em resignação ou atitude derrotista, significa compreender a verdade, aceitar os fatos, através da prática de Mindfulness.

    Ansiedade

    Ansiedade
    ANSIEDADE - DSM.IV

    A Ansiedade no DSM.IV é subdividida em:

    Agorafobia
    Ataque de Pânico
    Transtorno de Pânico Sem Agorafobia
    Transtorno de Pânico Com Agorafobia
    Agorafobia Sem História de Transtorno de Pânico
    Fobia Específica
    Fobia Social
    Transtorno Obsessivo-Compulsivo
    Transtorno de Estresse Pós-Traumático
    Transtorno de Estresse Agudo
    Transtorno de Ansiedade Generalizada
    Transtorno de Ansiedade Devido a uma Condição Médica Geral
    Transtorno de Ansiedade Induzido por Substância
    Transtorno de Ansiedade Sem Outra Especificação.


    Uma vez que Ataques de Pânico e Agorafobia ocorrem no contexto de diversos outros transtornos, os conjuntos de critérios para Ataque de Pânico e para Agorafobia são listados separadamente no início desta seção.

    Um Ataque de Pânico é representado por um período distinto no qual há o início súbito de intensa apreensão, temor ou terror, freqüentemente associados com sentimentos de catástrofe iminente. Durante esses ataques, estão presentes sintomas tais como falta de ar, palpitações, dor ou desconforto torácico, sensação de sufocamento e medo de "ficar louco" ou de perder o controle.

    A Agorafobia é a ansiedade ou esquiva a locais ou situações das quais poderia ser difícil (ou embaraçoso) escapar ou nas quais o auxílio poderia não estar disponível, no caso de ter um Ataque de Pânico ou sintomas tipo pânico.

    O Transtorno de Pânico Sem Agorafobia é caracterizado por Ataques de Pânico inesperados e recorrentes acerca dos quais o indivíduo se sente persistentemente preocupado. 

    O Transtorno de Pânico Com Agorafobia caracteriza-se por Ataques de Pânico recorrentes e inesperados e Agorafobia.

    A Agorafobia Sem História de Transtorno de Pânico caracteriza-se pela presença de Agorafobia e sintomas tipo pânico sem uma história de Ataques de Pânico inesperados.

    A Fobia Específica caracteriza-se por ansiedade clinicamente significativa provocada pela exposição a um objeto ou situação específicos e temidos, freqüentemente levando ao comportamento de esquiva.

    A Fobia Social caracteriza-se por ansiedade clinicamente significativa provocada pela exposição a certos tipos de situações sociais ou de desempenho, freqüentemente levando ao comportamento de esquiva.

    O Transtorno Obsessivo-Compulsivo caracteriza-se por obsessões (que causam acentuada ansiedade ou sofrimento) e/ou compulsões (que servem para neutralizar a ansiedade).

    O Transtorno de Estresse Pós-Traumático caracteriza-se pela revivência de um evento extremamente traumático, acompanhada por sintomas de excitação aumentada e esquiva de estímulos associados com o trauma.

    O Transtorno de Estresse Agudo caracteriza-se por sintomas similares àqueles do Transtorno de Estresse Pós-Traumático, ocorrendo logo após um evento extremamente traumático.

    O Transtorno de Ansiedade Generalizada caracteriza-se por pelo menos 6 meses de ansiedade e preocupação excessivas e persistentes.

    O Transtorno de Ansiedade Devido a Uma Condição Médica Geral caracteriza-se por sintomas proeminentes de ansiedade considerados como sendo a conseqüência fisiológica direta de uma condição médica geral.

    O Transtorno de Ansiedade Induzido por Substância caracteriza-se por sintomas proeminentes de ansiedade, considerados como sendo a conseqüência fisiológica direta de uma droga de abuso, um medicamento ou exposição a uma toxina.

    O Transtorno de Ansiedade Sem Outra Especificação é incluído para a codificação de transtornos com ansiedade proeminente ou esquiva fóbica que não satisfazem os critérios para qualquer um dos Transtornos de Ansiedade específicos definidos nesta seção (ou sintomas de ansiedade acerca dos quais existem informações inadequadas ou contraditórias).

    Uma vez que o Transtorno de Ansiedade de Separação (caracterizado por ansiedade relacionada à separação de figuras parentais) geralmente se desenvolve na infância, ele é incluído na seção "Transtornos Geralmente Diagnosticados pela Primeira Vez na Infância ou Adolescência". 

    A esquiva fóbica limitada ao contato genital sexual com um parceiro sexual é classificada como Transtorno de Aversão Sexual e está incluída na seção "Transtornos Sexuais e da Identidade de Gênero".



    Depressão

    Depressão
    O transtorno depressivo maior, também chamado de perturbação depressiva major em Portugal, é um transtorno psiquiátrico que afeta pessoas de todas as idades. Caracteriza-se pela perda de prazer nas atividades diárias (anedonia), apatia, alterações cognitivas (diminuição da capacidade de raciocinar adequadamente, de se concentrar ou/e de tomar decisões), psicomotoras (lentidão, fadiga e sensação de fraqueza), alterações do sono (mais frequentemente insônia, podendo ocorrer também hipersonolência), alterações do apetite (mais comumente perda do apetite, podendo ocorrer também aumento do apetite), redução do interesse sexual, retraimento social, ideação suicida e prejuízo funcional significativo (como faltar muito ao trabalho ou piorar o desempenho escolar).

    O transtorno depressivo maior diferencia-se do humor "triste", que afeta a maioria das pessoas regulamente, por se tratar de uma condição duradoura (a maior parte do dia, quase todos os dias, pelo menos 2 semanas), de maior intensidade ou mesmo por uma tristeza de qualidade diferente da tristeza habitual, acompanhada de vários sintomas específicos e que trazem prejuízo à vida da pessoa. A distimia é um outro tipo de transtorno depressivo caracterizado por sintomas de menor intensidade, mas com caráter bastante crônico (a maior parte do dia, quase todos os dias, pelo menos 2 anos). Ou seja, depressão não é tristeza. É uma doença que precisa de tratamento.

    Transtornos Compulsivos - TOC

    Transtornos Compulsivos - TOC

    É uma doença em que o indivíduo apresenta obsessões e compulsões, ou seja, sofre de idéias e/ou comportamentos que podem parecer absurdos ou ridículos para a própria pessoa e para os outros e mesmo assim são incontroláveis, repetitivas e persistentes. A pessoa é dominada por pensamentos desagradáveis de natureza sexual, religiosa, agressiva entre outros, que são difíceis de afastar de sua mente, parecem sem sentido e são aliviados temporariamente por determinados comportamentos.

    As obsessões são pensamentos recorrentes caracterizados por serem desagradáveis, repulsivos e contrários à índole do paciente. Tais pensamentos não são controláveis pelos próprios pacientes e causam significativa perda de tempo, sofrimento pessoal e queda no rendimento em atividades. Há perda do controle sobre os pensamentos, e às vezes ocorrem atitudes ou comportamentos que visam neutralizar a ansiedade causada por tais pensamentos. Assim, compulsões podem ocorrer secundariamente às obsessões.

    As compulsões são comportamentos, gestos, rituais ou atitudes muitas vezes iguais e repetitivas, conscientes e quase sempre incontroláveis. Os pacientes mantêm a crítica sobre suas atitudes, percebem o fato como absurdo e não sabem ou não entendem o que está acontecendo. Têm medo de ficar loucos e sentem vergonha de contar a outras pessoas, ou até mesmo a um médico o que está acontecendo.

    Acomete 2 a 3% da população geral. A idade média de início costuma ser por volta dos 20 anos, porém pode ter início ainda na infância, e acomete tanto homens como mulheres. Depressão Maior e Fobia Social são doenças que podem acometer os pacientes com Transtorno Obsessivo-Compulsivo ao longo da vida.

    ONIOMANIA

    Às vezes encarado como capricho, esse tipo de comportamento é hoje entendido como doença crônica, a oniomania, ou popularmente "vício em compras", que pode atingir até 10% da população e exige tratamento psicológico.


    A incidência é maior entre as mulheres, na equivalência de cinco para cada homem. São, no geral, pessoas economicamente ativas e na faixa etária entre 30 e 50 anos, descreve Renata Maransaldi, psicóloga da equipe de Compras Compulsivas do Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso (Pro-Amiti) do Hospital das Clínicas de São Paulo. Até meados de abril desse ano, 37 pacientes contataram o Pro-Amiti em busca de ajuda profissional – o que equivale a quase metade dos tratamentos iniciados em todo o ano passado (75).


    A oniomania não faz distinção entre ricos e pobres, apesar de uma das principais consequências ser o endividamento. “Essas mulheres, no geral, compram muitos itens iguais, de todas as cores possíveis. Roupas, principalmente. Mas quase nunca conseguem usar o que têm. São armários e armários acumulados com coisas desnecessárias e, muitas vezes, repetidas”, explica a psiquiatra Analice Gigliotti, chefe do Setor de Dependência Química e Outros Transtornos do Impulso da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro. Antes de comprar, acrescenta ela, a sensação é de excitação, ansiedade, depois substituída por alívio. É uma satisfação pela compra, não necessariamente pelo novo produto, enfatiza Renata.



    TESTE: Você é um(a) comprador(a) compulsivo(a)? Responda às questões


    1. Você tem preocupação excessiva com compras?

     Sim (  )

     Não (  )


    2. Muitas vezes, acaba perdendo o controle comprando mais do que deveria ou poderia?

    Sim (  )

    Não (  )


    3. Já tentou e não conseguiu reduzir ou controlar a frequência ou quantidade que compra?

     Sim (  )

     Não (  )


    4. Você percebe se faz compras como forma de aliviar angústia, tristeza ou outra emoção negativa?

    Sim (  )

    Não (  )


    5. Mente para encobrir o descontrole ou a quantia que gastou com compras?

    Sim (  )

    Não (  )


    6. Tem problemas financeiros causados por compras?

    Sim (  )

    Não (  )


    Resultado:

    Três respostas afirmativas ou mais já podem indicar problema. Mas a psiquiatra Analice Gigliotti ressalva que esse teste não serve para fechar o diagnóstico.


    Sintomas - A doença ainda pode estar associada a outro distúrbio psiquiátrico, observa a psicóloga, como bipolaridade ou depressão. Um sintoma facilmente observado, destaca Analice, chama-se crazen. Característico dos dependentes de drogas, é observado quando a pessoa começa a ocupar boa parte de seu dia só pensando nas compras. “Aos poucos, ela se preocupa cada vez mais em comprar. Depois, passa a achar que precisa de quantidades maiores. Até que vêm os prejuízos e, geralmente, a mentira para encobrir o descontrole”, detalha a psiquiatra. A descrição remete a outra personagem da ficção, a protagonista do filme Os Delírios de Consumo de Becky Bloom (lançado em 2009).

    Quando o paciente – ou algum familiar – se dá conta do que está por trás daquilo que, erroneamente, pode ser confundido com futilidade no início, já luta contra prejuízos financeiros, sociais e familiares. É esse sofrimento do comprador compulsivo que o diferencia de um simples consumista. Nessa hora, a pessoa recorre à ajuda profissional. O tratamento envolve acompanhamento psicológico, psiquiátrico e terapia ocupacional. Medicação é necessária, em alguns casos. Após um ano, em média, é possível perceber um bom nível de controle. “Quando se fala em doenças psiquiátricas não é apropriado se falar em cura, mas sim em melhora de sintomas”, esclarece Renata.

    Nas terapias em grupo, em que pessoas com problemas similares dividem suas experiências (a exemplo dos alcoólicos anônimos), obtém-se orientações básicas que podem ajudar no controle pós-tratamento. Primeiro, a pessoa descontrolada pode indicar alguém da família para cuidar do seu dinheiro. Também é importante evitar passar em shoppings ou por lojas onde já comprou muito, para não correr o risco de ser abordado por aquele vendedor que estimula o consumo. “Trabalhamos ainda técnicas de controle dos sentimentos. Afinal, a gente tem que se virar de outra forma para lidar com sentimentos que são desagradáveis, como tristeza e ansiedade. A questão é o que fazer que não será prejudicial a você”, diz Analice.


    Saiba mais sobre a oniomania


    Definição

    Oniomania ou Compras Compulsivas é classificado como um Transtorno do Controle do Impulso, onde "a característica essencial é a falha em resistir a um impulso, instinto, ou desejo de realizar um ato que é prejudicial ao indivíduo ou outras pessoas".


    Perfil dos pacientes

    Pesquisas mostram que a proporção é de cinco mulheres para cada homem. Elas, em geral, são economicamente ativas e estão na faixa etária dos 30 aos 50 anos.


    Características da doença

    - Preocupação excessiva e perda de controle sobre o ato de comprar

    - Aumento progressivo do volume de compras

    - Tentativas frustradas de reduzir ou controlar as compras

    - Comprar para lidar com a angústia, ou outra emoção negativa

    - Mentiras para encobrir o descontrole com compras

    - Prejuízos nos âmbitos social, profissional e familiar

    - Problemas financeiros causados por compras

    - Roubo, falsificação, emissão de cheques sem fundos, ou outros atos ilegais para poder comprar, ou pagar dívidas.


    Tratamentos possíveis

    - Acompanhamento médico psiquiátrico individual

    - Grupo de apoio na abordagem cognitivo-comportamental

    - Psicoterapia individual/motivacional

    - Auxilio a organização das finanças pessoais e das dívida

    - Grupo de manutenção para os pacientes após o término da terapia de apoio

    - Acompanhamento familiar


    Distúrbios que podem estar associados

    - Transtorno Afetivo Bipolar

    - Depressão

    - Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC)

    - Transtornos alimentares

    - Outros transtornos do impulso (atos realizados subitamente sem planejamento)


    Fonte: www.veja.abril.com.br


    Adaptações: Teresa Cristina Maia Motta